8 Ago 2011, 23:23

Texto de Pedro Rios

Praça

Tem vinil a ganhar pó em casa? Entregue-o em Serralves e ganhe borlas

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Lucas Abela estará no festival Trama com uma instalação que põe carros telecomandados às voltas numa pista de vinil. E precisa dos seus discos.

O australiano Lucas Abela já esteve no Porto, mais concretamente no Maus Hábitos, a mostrar como um vidro, uma boca (a dele) e um pickup (dispositivo que capta vibrações, a partir das quais é possível gerar um som) podiam ser, ao mesmo tempo, um instrumento musical e condimentos de um show de contornos gore.

Esse concerto deixou muito boa gente a temer pela saúde de Abela (digamos apenas que tudo acabou com algum sangue jorrado). Mas ei-lo de volta ao Porto, no Trama, o festival de artes performativas organizado por Serralves e outros agentes culturais da cidade (a sexta edição já tem datas: 13 a 16 de Outubro).

Desta vez, a proposta é menos assustadora, mas nem por isso menos desafiante. Abela traz a instalação “Vinyl Rally“.

A coisa funciona assim: carros telecomandados correm numa pista constituída por uma massa de discos em vinil. Em cada carro, há uma agulha que percorre a superfície dos discos e produz som. Câmaras de vigilância montadas em cada carro transmitem as imagens para uma consola de vídeo ao estilo vintage, através da qual os jogadores controlam os movimentos do carro na pista – os condutores são, dessa forma, maestros do ruído gerado. (Confusos? Vejam o vídeo).

Quem quiser ajudar Abela a montar o seu estranho videojogo e instalação sonora interactiva, pode ceder os velhos discos de vinil que tem amontoados num sótão obscuro (deixando-os na recepção do Museu de Serralves ou na loja de discos Matéria Prima, até 30 de Setembro).

Em troca, receberá um bilhete gratuito para visitar o Museu e o Parque de Serralves. Quem entregar mais discos, receberá um passe para os 4 dias do Trama. Pelas borlas ou para ajudar a arte, todos aos sótãos.