19 Jan 2011, 0:28

Texto de Pedro Rios

Praça

Uma loja de flores que parece uma galeria de arte

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É uma curiosa segunda vida para uma antiga garagem de aluguer de automóveis. A Os Suprematistas parece-se mais com uma galeria de arte do que com uma loja de flores e jardins – mas é isso que é.

Os Suprematistas

À entrada, parece mais uma galeria de arte do que de uma loja de flores ou jardins. O que faz sentido porque Carla Dourado não se vê como uma florista. “Eu brinco com flores”, diz Carla, autodidacta nestas artes, que abriu, com o designer Pedro Rodrigues, a loja Os Suprematistas, em Dezembro.

A loja é uma curiosa segunda vida para uma antiga garagem de aluguer de automóveis, na Rua do Rosário, no Porto. A dupla vende flores e plantas de todos os tipos, vasos e jarras que fogem à norma (no meio das plantas encontrámos um vaso feito de borracha) e faz arranjos para casamentos e baptizados.

Carla Dourado

Carla: apaixonada pelas flores desde criança. Fotos: Pedro Rios

Carla diz, com gosto, que não há “fitas, nem brilhantinas” a embrulhar as flores, nem bouquets aperaltados – aqui a beleza natural vale por si. E não haverá muitas floristas com um espaço para tomar chá enquanto se come uma fatia de bolo caseiro, tudo com vista para o exterior e para jardins verticais montados numa parede (cujo esplendor deverá ser revelado na Primavera).

A pensar em quem gostava de cultivar os seus próprios legumes, mas não tem terreno para isso, a loja tem uma solução: as hortas de varanda, uma espécie de caixa com terra que dá tudo o que é preciso para que as próximas sopas tenham um sabor especial. Em breve, na entrada da loja, haverá uma galeria de arte.

O rés-do-chão da florista

Os dois “suprematistas” (nome inspirado por um movimento artístico russo do início do século XX) começaram a vender flores ao pé em Guimarães, em 2006. A primeira experiência comercial não correu como queriam e puseram a hipótese de abrir no Porto.

“Procurei em todo o lado, da Boavista à baixa. Ficamos no meio”, diz Carla, que se meteu no mundo floral depois de perder o emprego. “Brincar numa florista no rés-do-chão” do prédio onde vivia, quando era criança, pode ter influenciado esta nova vida, mas foram as conversas com Pedro Rodrigues e uma ida à Paris que a convenceram em definitivo a “brincar com as flores”. Agora, não quer outra coisa.

  1. maria Margarida F. S. de Pinho says:

    Vou já procurar. a cidade precisa de lojas como esta! Embelezam a cidade e dão – nos bem estar.
    Na baixa também era bonito, haver mais gente a vender flores !! Muitas felicidades para o negócio.

  2. Exmos Srs.
    Muitos parabéns pelo vosso conceito e projecto.
    Um colega designer gráfico estava a mostrar a noticia, carregamos em jardins verticais e fomos parar ao nosso site.
    Ficamos extremamente contentes e agradeço muito pelo link. Muito obrigado e muita força para vosso projecto.