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O Hotel Vincci Porto, em Massarelos, e um dos quartos e o exterior do 1872 River House, na Ribeira. Fotos: DR

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17 Abr 2015, 17:23

Texto de Ana Isabel Pereira

Ideias

Três dos prémios de Reabilitação Urbana vieram para o Porto

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Entre os vencedores do Prémio Nacional de Reabilitação Urbana 2015, estão 2 projetos do Porto – o recém-inaugurado Hotel Vincci Porto e o 1872 River House – um de Matosinhos – as Antigas Oficinas do Porto de Leixões. São considerados “casos de sucesso e exemplos de boas práticas” no setor.

Na categoria de “Uso Turístico”, os prémios atribuidos pelo jornal Vida Imobiliária e pela Promevi distinguiram o recém-inaugurado Hotel Vincci Porto, em Massarelos, que abriu em fevereiro passado, resultando da requalificação do antigo edifício da “Frigorífico do Peixe/Bolsa do Pescado”.

A obra, que devou 14 anos até ver a luz do dia, é da Falopim Hotéis, foi executada pela Lucios, a partir de um projeto do arquiteto José Carlos Cruz, e ficou concluída em novembro do ano passado.

O projeto da reabilitação das Antigas Oficinas do Porto de Leixões, em Leça da Palmeira, Matosinhos, arrecadou o prémio para a melhor intervenção na categoria de “Comércio & Serviços”. Promovida pela Administração dos Portos do Douro e Leixões, esta é uma intervenção que foi gizada pelo arquiteto Adalberto Dias e executada pela António Alves Ribeiro & Filhos.

A organização do Prémio Nacional de Reabilitação Urbana 2015 atribuiu ainda 3 menções de honra e a menção de honra para a melhor intervenção com uma área inferior a 1.000 m² foi atribuída ao 1872 River House, um projeto turístico promovido pela Teandtea, construído pela Weeplan e desenhado e pensado pelo ateliê portuense Floret Arquitetura.

O edifício do século XVIII que ocupa um lote de apenas de 72 m² no encontro das ruas de Cima do Muro e Infante D. Henrique, na Ribeira do Porto, foi transformado ganhou nova vida, com o projeto de Adriana Floret e Inês Teixeira Dinis, e é desde maio de 2014 uma unidade de alojamento turístico.

Enquanto que no exterior deste edifício de 6 pisos, a opção foi por no exterior “pela reabilitação de todos elementos integrantes das fachadas e na cobertura principal e por repor o desenho original do telhado em 4 águas”, explicam Adriana Floret e David Afonso, da Floret Arquitetura, “no interior, e, uma vez que o prédio se encontrava praticamente vazio, devido ao incêndio ocorrido em 2008, propôs-se um desenho contemporâneo”.

Apesar de modernos, os interiores d0 1872 River House têm “alguns apontamentos de elementos mais antigos, que recordam de certa forma a pré-existência”. “Não se tratando de uma reabilitação integral, esta intervenção aproveitou o máximo do pré-existente, conciliando materiais e técnicas construtivas tradicionais com materiais e técnicas construtivas contemporâneas”, sublinham.

No texto assinado por ambos, e a que a Praça teve acesso, é sublinhado que esta distinção é importante para a cidade por 2 razões: “não é apenas o projecto do arquitecto que é premiado, mas também o trabalho de todos” e contraria-se “a ideia peregrina de que a reabilitação só faz sentido se for feita a uma escala que seja atrativa para os grandes investidores”.

O Prémio Nacional de Reabilitação Urbana realizou-se este ano pelo terceiro ano consecutivo e contou com o apoio da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa e o Alto Patrocínio do Governo de Portugal, atribuído pela Secretaria de Estado do Ordenamento do Território e de Conservação da Natureza.