29 Out 2011, 13:11

Texto de Ana Isabel Pereira

Comes & Bebes

Trásca, a nova tasca da rua de Trás

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Esta tasca moderna serve tapas e petiscos e, para “regar”, bom vinho e cerveja internacional. Fica a escassos metros do Largo dos Lóios e é um sítio onde se pode conversar e conviver como manda a regra, com os joelhos debaixo da mesa!

Trásca

A Trásca fica a escassos metros do Largo dos Lóios. Foto: DR

Se quiser comer um petisco bem regado fora de horas, num sítio onde é possível conversar, se procura uma cerveja internacional ou, simplesmente, pretende afastar-se do coração da movida portuense (mas ficar relativamente perto), a Praça tem a sugestão ideal para lhe dar.

Fomos descobrir a Trásca no número 16 da Rua de Trás – pois, o nome nasceu do trocadilho que já deve estar a fazer com os seus botões. Fica a escassos metros do Largo dos Lóios e do hotel Intercontinental.

Luís Violas e Paulo Villas-Boas, amigos de longa data, abriram esta tasca moderna no dia 23 de Junho. O primeiro é dono da Casa Navarro e nunca trabalhou no sector da restauração. Está nisto “por gosto”. O segundo já tinha experiência nestas andanças e “cozinha muito bem”, diz Luís, o sócio, e dizemos nós, que provamos e comprovamos os petiscos preparados por Paulo.

A Trásca, que abre de segunda a sábado, das 15h às 2h, ganhou forma numa cave – é preciso descer uns degraus desde o nível da rua e ao fundo da sala vêem-se as pernas de quem sobe e desce a rua dos Clérigos – onde já existia uma tasca, mas daquelas manhosas que ainda existem no centro histórico do Porto.

A ideia era investir o mínimo possível, coisa que ninguém diria observando a decoração da Trásca.

As paredes de granito estão à mostra, as traves estruturais no tecto também mas agora pintadas de branco. Tudo o resto é novo e tira partido da madeira – na página de Facebook da Trásca é possível ver o “antes”. Os apontamentos de cor são introduzidos pela louça que vai à mesa – um prato ‘de cada nação’, guardanapos coloridos e todos diferentes, individuais que seguem a mesma regra – e pelos azulejos que revestem parte das paredes.

E, afinal, o que é que se come aqui? Vamos lá então. Entre os petiscos (entre 1,5 e 5 euros) , há salsicha alemã, alheira com ovo e grelos, preguinhos “Dijon”, hamburguerzinhos, Camembert dourado, carpaccio de salmão com anchovas (realmente muito bom), os infalíveis pimentos Padrón e tortilha.

Depois, há as sandes, as tostas e as interessantes tostadas (entre 3,1 e 3,5 euros) – a Trásca, a de presunto, a de salmão, a Carbonara, a de morcela e a de Mozzarella. Também há sopa.

Para beber, há sangria, vinho a copo (e à garrafa), cerveja Super Bock e cervejas internacionais – como a Erdinger, a Bitburger, a Chimay ou a Guiness – e uma lista generosa de bebidas espirituosas. Os “Comes” e os “Bebes” estão numa ementa original, um livro de contas, daqueles à antiga que tinham o “Deve” e o “Haver”.

  1. Maria Silva says:

    Bom ! O Paulo já me concenceu: ” A ementa num Livro de contas à moda antiga”. Conheço a casa desde garota, vou passar lá com umas amigas, vêr o moderno da Tasca e espero provar um bom tinto a acompanhar… quem sabe talvez uns bolinhos ou pataniscas de bacalhau! É por estas e por outras que o PORTO, apesar de velho, está a ficar cada vez mais apetitoso.