Image de Tram, um restaurante no fim da linha do eléctrico

Fotos: Cláudia Silva

Imagem de Tram, um restaurante no fim da linha do eléctrico
Imagem de Tram, um restaurante no fim da linha do eléctrico

7 Jan 2014, 12:09

Texto de Rafael Ferreira

Comes & Bebes

Tram, um restaurante no fim da linha do eléctrico

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Há pouco mais de um mês abriu no centro histórico do Porto (Rua Nova da Alfândega, 1), o restaurante Tram, que aposta em ser paragem obrigatória para os turistas que se passeiam pela marginal, a pé ou no eléctrico que passa à porta.

O Tram é um restaurante de pizas, mas também serve risottos, pastas, francesinha, bacalhau com broa e joelho de porco, entre outras especialidades. O preço médio da refeição é 12 euros.

Especialidades
Pizas, risottos e pastas.

Morada

Rua Nova da Alfândega, 1, Porto

Horário

Sempre aberto.

Gerência
Jorge Ramos

Contactos

222 010 929/ 911 530 351

“Decidimos apostar neste negócio pela zona, para irmos buscar um segmento de turismo que aqui é inevitável”, esclarece Jorge Ramos, um dos sócios do restaurante, à Praça.

“Conheço muito bem o local, eu trabalhei 15 anos num restaurante a 100 metros daqui. Este espaço, na altura, estava fechado e nós demos-lhe uma ‘lavagem’ e abrimo-lo muito virado para a vertente do turismo”, explica Jorge Ramos, formado em Gestão, sobre o processo de revitalização do espaço que se transformaria no Tram.

Para agradar aos clientes, a aposta do Tram centra-se essencialmente em “pizas, risottos, pastas, depois temos algumas especialidades como francesinha, bacalhau com broa, joelho de porco, entre outras”, enumera o responsável, que estima que cada refeição custe “em média 12 euros”. O Tram não esqueceu os tradicionais menus, afirma Jorge Ramos, para quem este é já o quinto negócio no ramo hoteleiro. “Temos 2 menus de almoço, um menu de pizas, que tem piza, bebida e o café, que custa 7 euros”, começa por explicar. O segundo menu, complementa, “tem um prato, que varia entre carne, peixe ou vegetariano, sobremesa ou entrada” e “custa 7 euros”.

Apesar de estar aberto há mais de um mês, o Tram ainda não está funcionar a 100%, conforme os planos dos donos. “A partir de Janeiro pretendemos que o Tram trabalhe também como cafetaria. Por isso, vai abrir a partir das 9h30/10h e trabalha directo entre o almoço e cafetaria todos os dias”. “O objectivo é abrir de manhã até à noite, fazendo as refeições como restaurante e fora delas trabalhar como cafetaria”.

A cave é para grupos e para a TV

O restaurante também conta com um piso subterrâneo, que “neste momento está mais direccionado para grupos que pretendem festejar aniversários. Por exemplo, essa é a única zona onde há televisão, que serve, normalmente, para ver futebol”. Com isto, “a ideia é fazer com que a parte de baixo seja a de fumadores e a de não fumadores em cima, mas a parte de cima é mais agradável de estar”, admite o gerente.

Durante a semana, a presença de clientes estrangeiros é uma constante. O caso muda de figura “ao fim-de-semana”, quando o cliente português tem uma presença mais forte, explica Jorge Ramos. “Nós temos um restaurante que podíamos ter aberto em qualquer ponto da cidade, obviamente que aqui [centro histórico do Porto] o estrangeiro vai complementar uma falta de consumo que existe muitas vezes internamente”, defende Jorge Ramos.

O sócio do Tram explica que durante o dia é quando há um maior número de pessoas no seu restaurante, todavia o número reduz quando o eléctrico deixa de levar as pessoas ao estabelecimento. “Já notámos que há uma quebra no número de pessoas aqui no restaurante, pois o eléctrico deixa de funcionar às 20h”, explicando que parte dos clientes do restaurante chega através do eléctrico.

Para breve, os sócios têm agendada a criação de um evento mensal para animar os visitantes do Tram. “Para já, não promovemos nenhum evento paralelo. Mas vamos começar a realizar uma festa mensal temática. Vamos começar a ter fados ao domingo ou à segunda, mas isto ainda está muito precoce”, conclui Jorge Ramos.