26 Set 2012, 14:46

Texto de Ana Isabel Pereira

Praça

Todos a Serralves para celebrar a chegada do Outono

A Festa do Outono acontece este domingo, entre as 10h e as 19h. O programa inclui teatro, música, dança e oficinas para os mais novos. E a entrada é gratuita.

Festa do Outono em Serralves

Fotos: Silvana Torrinha/ Serralves

Domingo é dia de ir a Serralves. E de tirar da garagem a cesta dos piqueniques! Porquê? Porque, entre as 10h e as 19h, o Parque recebe a quarta edição da Festa do Outono. O programa inclui teatro, música, dança e oficinas para os mais novos. E a entrada é gratuita.

O espectáculo teatral bilingue “Quase Nada”, em língua portuguesa e língua gestual portuguesa, é um dos destaques da Festa do Outono este ano, ou o evento não acontecesse no dia em que se comemora em todo o mundo o Dia Internacional do Surdo.

Pelas mãos da companhia PELE, a peça conta com a participação de 8 artistas surdos, 2 actores ouvintes e 3 músicos. “É um lugar pequenino e nada pretensioso onde os desejos e as frustrações, os encontros e os desencontros acontecem sempre com o sabor da fruta da época na boca…”, lê-se na informação enviada à Praça. Para ver e ouvir às 11h30, no Prado.

No mesmo local, mas às 13h45, a F.R.I.C.S., Fanfarra Recreativa e Improvisada Colher de Sopa dá-lhe música, ou músicas, já que este grupo junta músicos de free-jazz, rock psicadélico, música clássica indiana, salsa, death metal e música sinfónica.

Às 15h30, a concertina será o centro de todas as atenções na actuação do quarteto Danças Ocultas (Artur Fernandes, Filipe Cal, Filipe Ricardo e Francisco Miguel), um conjunto com “uma gramática musical própria e uma visão universalista e transcultural do fenómeno musical e da cultura contemporânea”.

Todos ao baile

No Prado, também haverá dança. O espectáculo participativo “O Baile”, de Aldara Bizarro, apresentado pela primeira vez no Serralves em Festa deste ano e inspirado no filme “O Baile” de Ettore Scola (1983), pega “na memória dos bailes de bairro, de aldeias e de vilas de Portugal” para pôr toda a gente a dançar num baile contemporâneo. É às 17h30.

O projecto Chapeau, da artista francesa Véronique Follet, que cria chapéus-escultura, divertidos, leves, multicoloridos, pequenos e grandes, pode ser descoberto durante todo o dia. A inspiração para estes chapéus-história improvisados e construídos com a cumplicidade dos visitantes vem de objectos reciclados, acessórios, folhas secas, pequenos arbustos e flores.

A Burroteca, uma biblioteca ambulante em que o burro transporta os livros que hão-de servir de base ao contador de histórias Jorge Ribeiro, a Aula do Burro, uma oficina para ficar a saber tudo sobre estes animais, e o documentário “Onze Burros Caem no Estômago Vazio”, de Tiago Pereira, que reúne histórias e canções relacionadas com o burro de Miranda, contadas pelos seus proprietários, são outros destaques desta Festa do Outono.

Apesar de esta ser uma festa para todos, é dada especial atenção às famílias. As Oficinas para Famílias vão estar a decorrer em contínuo entre as 10h e as 19h em vários espaços do Parque.

Em 2011, mais de 23.000 pessoas passaram pela Festa do Outono.

  1. augusto Küttner de Magalhães says:

    Excelente, Serralves é das Fundações que merece sempre continuar a sê-lo. Claro que a ajuda do Estado – não é do Governo, é do Estado – é muito necessária, mas por certo haveria sempre formas de Serralves nunca morrer.

    E aqui mais um exemplo. E Gratuito. E ao ar livre, e para todos e todas as idades!!!!!!

  2. augusto Küttner de Magalhães says:

    Fique a qualidade neste País, acabe-se com a quantidade!!!! em tudo!!!!

    E haja transparencia e atitude ao fazê-lo!!!!