26 Out 2011, 12:05

Texto de Ana Isabel Pereira

Praça

Teatro: Vem aí um fim-de-semana cheio de espectáculos

Há estreias de grupos portuenses e espectáculos de companhias “estrangeiras”. Há teatro para a infância e teatro adulto. Fique com as sugestões da Praça.

"Falácia" (Seiva Trupe)

O fim-de-semana que aí vem é prolongado e a programação teatral no Grande Porto também. Há estreias de grupos portuenses e espectáculos de companhias “estrangeiras”. Há teatro para a infância e teatro adulto. Há bilhetes a preços reduzidos, assim assim e uma entrada livre. Fique com as sugestões da Praça.

Esta quinta-feira, o Teatro Helena Sá e Costa recebe a peça “Reconstruir – ou o dilema da cidade perfeita”, pelas 21h30. “O espectáculo assinala os 25 anos de existência do projecto Crinabel Teatro e é uma reflexão sobre a forma como 15 actores portadores de deficiência se relacionam com os espaços fora dos muros da instituição que os acolhe”, explica o THSC em comunicado. A peça, encenada por Marco Paiva, fica em cena até domingo, sempre às 21h30. O preço dos bilhetes varia entre os 3,5 e os 10 euros.

Ainda esta quinta-feira, no Cine Teatro Constantino Nery, O Teatrão, companhia de Coimbra, apresenta “Dom Quixote”. A peça para maiores de 6 anos, pode ser vista às 11h e às 15h. Sexta, há sessão às 21h30.

O texto “realça e discute a importância do sonho e da fantasia como elementos fundamentais da construção e transgressão do real”, pode ler-se na nota de imprensa do Constantino Nery. Este “espectáculo popular” leva “o público numa viagem de proporções épicas entre o Mondego e a Lua acompanhando as aventuras do cavaleiro de La Mancha, numa demanda comandada pela imaginação”.

Sábado, o café concerto do teatro matosinhense recebe, pelas 21h30, “Single Singers Bar”, também d’O Teatrão. O espectáculo recria “um cabaré dos anos 30 habitado por personagens solitárias que cantam para espantar os seus males”. Os bilhetes para os espectáculos no Constantino Nery custam 7,5 euros.

A PELE apresenta a nova criação “Quase Nada” na Sala Estúdio do Teatro do Campo Alegre (TCA). Com esta peça, inspirada na obra poética de Eugénio de Andrade, a companhia portuense procura fazer com que “as barreiras entre as comunidades surda e ouvinte sejam ultrapassadas, através de experiências artísticas, contribuindo para a inclusão e coesão social de uma comunidade com pouco acesso à educação e vivência artística”.

O projecto, com direcção artística de João Pedro Correia e direcção musical de António Sérginho, é interpretado por 8 performers do Grupo de Teatro de Surdos do Porto. “Quase Nada” tem estreia agendada para sexta, às 21h30, e mais 2 sessões sábado (16h e 21h30) e domingo (16h). A entrada é livre com limite da lotação da sala (os bilhetes devem ser levantados na bilheteira do TCA, num máximo de 4 por pessoa).

No TCA, também pode ver “Falácia”, de Carl Djerassi. A nova peça da Seiva Trupe (na fotografia) tem encenação de Júlio Cardoso e António Reis no elenco. A história passa-se num importante museu europeu, em Viena de Áustria, onde está exposta uma estátua em bronze de um rapaz nu. A escultura foi atribuída à era romana e é considerada a jóia da coroa do museu, mas a ciência vai pôr em causa o valor artístico da obra. Para ver até 30 de Novembro – de terça a sábado, as sessões são às 21h30; ao domingo, às 16h. Os bilhetes custam entre 8 e 12,5 euros.

Ao palco do ACE /Teatro do Bolhão sobe “Mary Stuart”, de Dacia Maraini e com música original de Christopher Bochmann (sexta e sábado, às 21h30). Relata os eventos do Verão de 1567 na perspectiva de Elizabeth I, rainha de Inglaterra, e Mary Stuart, rainha da Escócia e mãe do futuro rei Jaime I de Inglaterra e Escócia. O confronto entre as 2 terá sido uma guerra de religião e poder, pura insegurança e rivalidade femininas, ou antes um desejo de amizade e cumplicidade?

O espectáculo tem a chancela das Produções Teatrais Próspero. Bilhetes a 4 (alunos da ACE, 5 (estudantes, seniores e grupos de mais de 10 pessoas) e 10 euros (bilhete normal).

No Teatro Nacional São João, está em cena, desde terça-feira, o espectáculo para a infância (maiores de 6) “Jojo, o Reincidente”, do francês Joseph Danan.

A peça apresentada pelo Teatro da Rainha conta a história da Jojo que, “como todas as crianças, faz o seu mundo, fabrica-o, mais que aceitar o mundo que lhe põem à frente”. Segundo o encenador Fernando Mora Ramos, “a peça de Joseph Danan é uma viagem pelos direitos e liberdades concretos da infância”. Para ver até sábado – quarta, quinta e sexta, às 10h30 e às 15h, e sábado, às 16h. As crianças pagam 5 euros e os adultos 10.