2 Mai 2013, 17:46

Texto de Alexandra D. Marques, com fotos de Miguel Oliveira

Comes & Bebes

“Tapas à portuguesa” para partilhar na baixa

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Conhece a Casa Santo António na Rua S. Bento da Vitória? Então vai gostar de saber que a tasca gourmet abriu um segundo espaço em plena baixa do Porto.

Casa Santo António

Se é daquelas pessoas que já não estranha ouvir falar em tascas gourmet, conhece certamente a Casa Santo António, uma tasca moderna, com um ambiente jovem e noites de fado na Rua S. Bento da Vitória, ali na fronteira do centro histórico com a baixa do Porto.

Pois bem, os 3 amigos – António Cruz, Pedro Figueiredo e Tiago de Almeida – que, em 2009, decidiram devolver a uma antiga tasca, vizinha do Mosteiro de São Bento da Vitória, a dignidade e a vida que o espaço perdera com o tempo abriram, há dias, uma segunda tasca gourmet. Em plena zona da movida nocturna da cidade.

Fomos conhecer o novo espaço, ao cimo da Rua da Fábrica, e estivemos à conversa com Graça Almeida, a mãe de um dos empreendedores desta tasca gourmet.

“[O espaço em S. Bento da Vitória] estava para arrendar e eles tiveram tantas saudades que, por hobby, ficaram com o espaço para abrir quintas, sextas e sábados e vender sandes de presunto e chouriço”, recorda à Praça Graça, que gere e cozinha nas 2 tascas.

Tapas à portuguesa

A nova Casa Santo António abriu no passado dia 4 e segue o modelo da primeira. Os pratos são muitos e variam entre um e 8 euros, sendo que uma refeição completa pode ficar por 10. A ideia é que os comensais possam experimentar mais do que um prato e provar diferentes paladares na mesma refeição.

“Temos 22 pratos que se fazem todos os dias”, conta Graça Almeida. Há desde as pataniscas aos peixinhos da horta, passando pelo bacalhau com natas, moelas, bifanas, farinheira com ovos mexidos e favas com chouriço.

Esta tasca gourmet funciona como os espaços que servem “as tapas à espanhola, mas com comida portuguesa”, sublinha a responsável.

O objectivo, diz à Praça, é fazer com que os clientes se sintam em casa. “Restaurante não, detesto essa palavra, não temos sequer pretensões de ser restaurante”, atalha Graça. “Sabe que eu acho que numa tasca há entre o cliente e quem serve uma afectividade diferente”.

A clientela é “ecléctica” e composta muitas vezes por turistas, que vêm “de toda a parte do mundo, desde japoneses, americanos, australianos, dinamarqueses”.

Quer na nova, que na velha tasca, do passado – do estabelecimento que os 3 amigos frequentaram nos tempos de estudantes –, só ficou o nome, apesar de ambos os projectos de arquitectura e decoração terem respeitado o aspecto tradicional das tascas da cidade. Estão lá o quadro de lousa – ou antes, a imitação – e outros elementos decorativos tradicionais.

A única coisa que difere entre as 2 casas é mesmo o horário. A Casa de Santo António original abre de terça a sábado à hora de almoço, das 12h30 às 14h30, e à noite, das 21h às 24h. Já a mais recente abre das 16h até às 2h (também de terça a sábado).