28 Mar 2012, 17:53

Texto de Redação, com Lusa

Praça

As quartas-feiras são dia de curtas no Hard Club

O festival Shortcutz Porto já vai em mais de 60 sessões. Em cada sessão exibe 2 filmes em competição e uma de um realizador convidado.

Shortcutz

Foto: DR

O festival Shortcutz Porto chega esta quarta-feira às 62 sessões, no Hard Club, e o de Lisboa está quase a chegar às 100, confirmando o sucesso de um modelo que já tem exibições semanais em Londres, Berlim e Madrid.

Qualquer um que queira ver gratuitamente curtas-metragens semanalmente, pode fazê-lo ao domingo em Londres, à segunda-feira em Madrid, à terça em Lisboa, à quarta no Porto e à quinta em Berlim.

É o Shortcutz, um festival de curtas-metragens que em cada sessão exibe 2 filmes em competição e uma de um realizador convidado, ao que segue uma conversa com o realizador ou alguém ligado a uma das curtas exibidas. Todos os meses apura-se um vencedor.

“Apesar de se realizar na cidade mais pequena das 4, o do Porto é aquele que tem mais público, cerca de 100 pessoas por semana, mas é também aquele que tem a sala maior e com melhores condições”, afirma Luísa Sequeira, a responsável pelo festival portuense.

Luísa Sequeira fazia o Fotograma, um programa da RTP 2 sobre cinema, que acabou por se integrar num outro programa, o Cinemax. Sem espaço para continuar a divulgar o que fazia antes, pensou que seria uma boa ideia aceitar o desafio para organizar o Shortcutz no Porto.

“Foi irónico. Acabaram com o Fotograma, acabaram com o Cinemax, mas eu assim consegui continuar a fazer aquilo que fiz durante anos, divulgar e acompanhar o que se está a fazer no cinema novo português”, conta.

O modelo iniciado em Lisboa já foi para Londres, Berlim e Madrid. Estes 2 últimos foram montados através de pessoas que tinham frequentado o Shortcutz no Porto.

“O de Madrid foi engraçado porque era um casal que estava ligado ao meio e que quando regressou a Madrid começou a sentir a falta das nossas sessões e decidiram levar para a sua cidade o Shortcutz”, refere Luísa Sequeira.

Trabalho em rede

Cada cidade tem a sua programação distinta, mas, segundo Luísa Sequeira, “há evidentemente um trabalho em rede” de que os festivais vão beneficiando, trocando filmes ou encaminhando realizadores.

“O público é muito diversificado e todas as semanas temos gente muito diferente, mas sem querer ser presunçosa, acho que estamos a formar público. Como não é uma coisa que acontece durante uma semana, mas todas as quartas-feiras, as pessoas já sabem que independentemente da programação vão ter curtas para ver”, conclui.