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Foto: Porto24

11 Out 2017, 18:50

Texto de Redação, com Lusa

Cultura

Saiba como vai ser o Fórum do Futuro 2017 

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Clima, violência, sexualidade, tecnologia e extinção são alguns dos temas da quarta edição do Fórum do Futuro, que se realizará de 5 a 11 de novembro, no Porto, com um orçamento de 155 mil euros.

“Esta edição tem mais sessões (26), mais convidados internacionais (32), de 14 países, e faz um esforço suplementar para se internacionalizar. O orçamento deste ano são 155 mil euros, mais dez mil euros do que em 2016”, revelou esta quarta-feira Rui Moreira, presidente da Câmara do Porto, que tutela o pelouro da Cultura, na conferência de imprensa de apresentação do novo fórum, cujo tema é ‘Terra Elétrica’.

A ‘performance’ Club Ecosex (8, 9 e 10 de novembro, das 23h à 01h, no Teatro Rivoli), apresentada como “uma experiência erótico-ecológica com plantas, terra e criativas vivas”, e a conferência de Les U. Knight, fundador do movimento para a extinção voluntária da humanidade com base no controlo da procriação são alguns dos destaques do programa apresentado por Guilherme Blanc, adjunto de Rui Moreira para a Cultura.

“Com esta edição quisemos explorar as várias possibilidades de reflexão crítica sobre o impacto da ação humana na natureza. Será uma vasta conferência sobre clima, violência, sexualidade, tecnologia e extinção”, afirmou Guilheme Blanc.

A abertura do Fórum está a cargo do sociólogo Richard Sennett (dia 5, às 16h, no Teatro Rivoli) e o encerramento cabe a Steven Pinker (dia 11, às 21h30, também no Rivoli), professor catedrático de Psicologia da Universidade de Harvard, que vai refletir sobre quais das mudanças históricas que reduziram a violência no passado terão consequências no futuro, seguindo-se, às 23h30, um concerto dos Flamingods.

Ainda no dia 5, Alexandra Duvekot, que começou a investigar o som das plantas em 2012, apresenta ‘A Orquestra das Plantas’ (‘The Plant Orchestra’), uma composição musical em interação com plantas doentes e uma apresentação sobre a possibilidade de comunicação entre o homem e as plantas.

No dia 6, Elizabeth Hadly explicará no Rivoli por que motivo considera que a humanidade tem de mudar se não quiser entrar em extinção.

O tema volta a estar em debate no dia 10 (19h, Galeria da Biodiversidade, Jardim Botânico), com Les U. Knight, para quem a extinção humana voluntária é a nova esperança para o planeta e para a humanidade.

‘Repensar o Antropoceno’ – termo usado por alguns cientistas para descrever o período mais recente na história do Planeta Terra – é o mote para o debate entre a filósofa Denise Ferreira da Silva e a artista Ursula Biemann, com a moderação do coletivo Pipi Colonial.

Na Casa da Música, o dia 7 é dedicado à ‘Música Elétrica’, a partir das 18h, com a participação de Karsten Witt, Lowrens Langevoort e Simon Reinink.

O arquiteto Sou Fujimoto (dia 6, às 16h, no Rivoli), o músico Genesis Breyer P – Orridge (dia 6, às 19h, no Palácio do Bolhão), o artista argentino Tomás Saraceno (dia 8, às 19h, no Museu de Serralves) e o arquiteto africano Francis Kéré (dia 8, 21h30, no Rivoli) são mais alguns destaques da programação.

No dia 8 começa, no quinto piso do Teatro Rivoli, a performance Club Ecosex, uma proposta dos Pony Express descrita como “uma descoberta, um momento de ultrapassagem de inibições e uma forma de alargar os limites da sexualidade, da curiosidade e da interação entre pessoas e o meio ambiente”.

Antes, no dia 07, às 19h, Nelly Ben Hayoun, que se apresenta como “designer de experiências” e que criou com a NASA uma Orquestra do Espaço, defende, no Coliseu do Porto, a importância de desafiar a realidade e a convicção de que a condição humana pode prevalecer sobre a tecnologia.