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Foto: Porto24

5 Nov 2017, 16:41

Texto de Redação, com Lusa

Cultura

Saiba como vai ser o Fórum do Futuro 2017 

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Clima, violência, sexualidade, tecnologia e extinção são alguns dos temas da quarta edição do Fórum do Futuro, que se realizará desde este domingo até ao próximo dia 11, no Porto, com um orçamento de 155 mil euros.

“Esta edição tem mais sessões (26), mais convidados internacionais (32), de 14 países, e faz um esforço suplementar para se internacionalizar. O orçamento deste ano são 155 mil euros, mais dez mil euros do que em 2016”, revelou esta quarta-feira Rui Moreira, presidente da Câmara do Porto, que tutela o pelouro da Cultura, na conferência de imprensa de apresentação do novo fórum, cujo tema é ‘Terra Elétrica’.

A ‘performance’ Club Ecosex (8, 9 e 10 de novembro, das 23h à 01h, no Teatro Rivoli), apresentada como “uma experiência erótico-ecológica com plantas, terra e criativas vivas”, e a conferência de Les U. Knight, fundador do movimento para a extinção voluntária da humanidade com base no controlo da procriação são alguns dos destaques do programa apresentado por Guilherme Blanc, adjunto de Rui Moreira para a Cultura.

“Com esta edição quisemos explorar as várias possibilidades de reflexão crítica sobre o impacto da ação humana na natureza. Será uma vasta conferência sobre clima, violência, sexualidade, tecnologia e extinção”, afirmou Guilheme Blanc.

A abertura do Fórum está a cargo do sociólogo Richard Sennett (dia 5, às 16h, no Teatro Rivoli) e o encerramento cabe a Steven Pinker (dia 11, às 21h30, também no Rivoli), professor catedrático de Psicologia da Universidade de Harvard, que vai refletir sobre quais das mudanças históricas que reduziram a violência no passado terão consequências no futuro, seguindo-se, às 23h30, um concerto dos Flamingods.

Ainda no dia 5, Alexandra Duvekot, que começou a investigar o som das plantas em 2012, apresenta ‘A Orquestra das Plantas’ (‘The Plant Orchestra’), uma composição musical em interação com plantas doentes e uma apresentação sobre a possibilidade de comunicação entre o homem e as plantas.

No dia 6, Elizabeth Hadly explicará no Rivoli por que motivo considera que a humanidade tem de mudar se não quiser entrar em extinção.

O tema volta a estar em debate no dia 10 (19h, Galeria da Biodiversidade, Jardim Botânico), com Les U. Knight, para quem a extinção humana voluntária é a nova esperança para o planeta e para a humanidade.

‘Repensar o Antropoceno’ – termo usado por alguns cientistas para descrever o período mais recente na história do Planeta Terra – é o mote para o debate entre a filósofa Denise Ferreira da Silva e a artista Ursula Biemann, com a moderação do coletivo Pipi Colonial.

Na Casa da Música, o dia 7 é dedicado à ‘Música Elétrica’, a partir das 18h, com a participação de Karsten Witt, Lowrens Langevoort e Simon Reinink.

O arquiteto Sou Fujimoto (dia 6, às 16h, no Rivoli), o músico Genesis Breyer P – Orridge (dia 6, às 19h, no Palácio do Bolhão), o artista argentino Tomás Saraceno (dia 8, às 19h, no Museu de Serralves) e o arquiteto africano Francis Kéré (dia 8, 21h30, no Rivoli) são mais alguns destaques da programação.

No dia 8 começa, no quinto piso do Teatro Rivoli, a performance Club Ecosex, uma proposta dos Pony Express descrita como “uma descoberta, um momento de ultrapassagem de inibições e uma forma de alargar os limites da sexualidade, da curiosidade e da interação entre pessoas e o meio ambiente”.

Antes, no dia 7, às 19h, Nelly Ben Hayoun, que se apresenta como “designer de experiências” e que criou com a NASA uma Orquestra do Espaço, defende, no Coliseu do Porto, a importância de desafiar a realidade e a convicção de que a condição humana pode prevalecer sobre a tecnologia.