18 Abr 2012, 16:57

Texto de Maria João Brum

Comes & Bebes

Sai uma ementa para este disco de vinil, se faz favor

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O restaurante do Arquivo é inspirado nos “dinning clubs” londrinos. A cozinha é internacional mas feita com produtos portugueses e na última quinta-feira de cada mês há música a acompanhar a ementa.

Restaurante Arquivo

Foto: DR

O Arquivo, que a Praça deu a conhecer em Março de 2011, é agora agora restaurante assumido. A Sala de Jantar abriu ao público em Novembro do ano passado.

O projecto dos arquitectos Tiago Júdice e Inês Fraga, num palacete do séc. XIX, concilia tudo e mais alguma coisa na mesma casa – neste ‘mais alguma coisa’, inclui-se agora a gastronomia.

Na Sala de Jantar, a qualidade é a palavra de ordem e isso reflecte-se na selecção cuidadosa dos vinhos e nos preços praticados pelo restaurante: os menus começam nos 40 euros. O espaço foi inspirado nos dinning clubs londrinos e a cozinha, essa, é o resultado da fusão dos sabores da gastronomia internacional com o “carinho especial pelos produtos portugueses”, afirma Maria Miguel, responsável pelo departamento de comunicação do projecto.

Risotto de lagostim, bife Arquivo e salada de magret de pato com foie gras são alguns dos pratos que o Arquivo convida a degustar.

Mas não é só. Há sobremesas, entre os 7 e os 9 euros, que o vão deixar com água na boca. Exemplo disso é o o pão-de-ló húmido acompanhado com queijo da serra.

Bife Arquivo

O bife Arquivo é um dos pratos de eleição. Foto: DR

Aliar música à gastronomia

Se gostava de passar um serão diferente ou é apreciador de um bom disco de vinil, fique a saber que há sessões de audiofilia. O conceito dá-se pelo nome de “Listening Sessions” e é, no mínimo, inovador. A cada última quinta-feira do mês, é convidado um audiófilo que deve escolher um disco de vinil para o jantar. A partir daí, o chefe Jorge Peres elabora uma ementa baseada no género musical seleccionado.

A ideia é “tirar as pessoas da sua zona de conforto” através do “cruzamento de estímulos e emoções estéticas que normalmente não combinam”, acrescenta.

Segundo a arquitecta Inês Fraga, os clientes “acham piada ao conceito” e “sentem-se em casa”. Aqui, a privacidade assume uma nova forma: o restaurante é limitado a 16 pessoas e, por isso mesmo, a marcação prévia é fundamental.

 “Segredo bem guardado”

O restaurante abriu oficialmente as portas em Novembro do ano passado, mas os preparativos, ou a soft opening, como diz Maria Miguel à Praça, começaram logo em Abril. O projecto foi divulgado mais lentamente para que nenhum pormenor fosse deixado ao acaso. Os objectivos? “Qualificar a equipa” e “testar os menus”, finaliza.