22 Out 2013, 13:36

Texto de Maria Martinho

Coisas

Queria um copo de vinho, uma bruschetta de salmão e um livro p.f.

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A antiga Livraria Nacional, nos Clérigos, é agora um espaço para ”ler um livro, beber um bom copo de vinho, petiscar, conversar e ouvir música”. A Livraria da Baixa abriu há dias e fica na Rua das Carmelitas.

Livraria da Baixa

Fotos: Miguel Oliveira

Foi durante uma viagem pelo Norte da Europa que Rui Guerra, um advogado de 43 anos, se inspirou para abrir um espaço onde “as pessoas pudessem ler um livro, beber um bom copo de vinho, petiscar, conversar e ouvir música”.

Em Dezembro do ano passado, Rui adquiriu uma antiga livraria, de 1922, nos Clérigos e modernizou-a. No número 15 da Rua das Carmelitas, nasceu então este mês a Livraria da Baixa.

A Livraria Nacional, fundada por Fernando Machado em 1922 e dedicada inicialmente aos livros de Direito, nem água tinha“, mas a atracção deste advogado sem qualquer experiência em restauração ou na literatura pelo imóvel foi amor à primeira vista.

“Não faço concorrência a ninguém, tenho consciência que não sou inovador em nada”, confessou à Praça, descrevendo o novo negócio como “uma livraria dedicada à cidade”.

Por estar localizada numa zona turística, a Livraria da Baixa edita e vende essencialmente livros sobre o Porto e o Douro, assinados por autores da região, que podem ir da fotografia à poesia.

Para além de ter sido conservada a fachada, os 2 pisos do edifício, outrora “antigo, vazio e sozinho”, mantêm as prateleiras e os espelhos originais. As mesas são recuperadas e as cadeiras foram forradas com padrões diferentes.

A sala superior, “mais acolhedora e aconchegante”, foi pintada em tons de verde-escuro, não tem quadros na parede e está pronta para receber jantares de grupo, workshops para crianças, exposições, cinema, música ao vivo ou momentos de leitura.

Mas o número 15 da Rua das Carmelitas é agora um sítio onde se pode também comer e beber segundo as ofertas de uma carta assinada pelo chefe Ivo Teixeira.

Livraria da Baixa

No primeiro andar, há uma segunda sala.

Ler com o estômago aconchegado

“Não queremos fazer disto um restaurante”, começou por explicar à Praça Ivo Teixeira.

Se durante o dia são servidos snacks, como scones, e uma gama variada de chás, que acompanham a leitura; à noite as bebidas mais fortes, como o mojito ou o vinho do Porto, são acompanhadas por saladas, sandes, quiches ou bruschettas.

Tábuas de queijos e presunto, pedacinhos de alheira com mostarda e mel, bruschetta de salmão com pimenta rosa e lima, bacalhau fumado com massa filo, maionese e alcaparras ou quiche de espinafres, queijo de cabra, frango e caril são alguns exemplos dos sabores disponíveis.

Há ainda fatias de bolo caseiro, a 3 euros cada, e vinhos do Douro e do Minho vendidos a copo entre 4 e 6 euros.

Ainda sem uma programação definida, a Livraria da Baixa conta para já com música da DJ Sininho aos fins-de-semana e debates literários às quartas-feiras, com início às 17h.

O espaço, que tem uma esplanada com 6 mesas que em breve será coberta e aquecida, está aberto todos os dias das 10h às 2h.

  1. Aos interessados em adquirir obras espíritas, o horário da livraria da FEP é distribuído ao mesmo tempo em que acontecem as atividades da Casa, a saber: Segundas, quartas e domingos, à tarde – das 13h30 às 18h. Terças, quartas e sextas, das 13h30 às 21h. Sábados, pela manhã – das 08 às 12h.

  2. Pela pesquisa, mais de 30 prefeituras paulistas, que municipalizaram o ensino fundamental, substituem os livros, comprados com os recursos do Ministério da Educação (MEC) pelas apostilas. O MEC envia às prefeituras, que administram a rede de ensino fundamental, livros didáticos e de literatura. São livros avaliados pelo Ministério e títulos escolhidos pelas próprias escolas. No Estado de São Paulo, especificamente, o MEC remete os recursos à Secretaria Estadual, que compra e envia o material.