Image de Um restaurante cuja especialidade são… os doces

Fotos: Cláudia Silva

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7 Mar 2014, 17:46

Texto de Rafael Ferreira

Comes & Bebes

Um restaurante cuja especialidade são… os doces

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Quem passa pelo Rua Santo Ildefonso repara obrigatoriamente na montra do número 233. É o chamariz do Quanto é Doce, um espaço “pequeno, familiar, onde são confeccionados bolos de alta qualidade, de forma tradicional”.

Depois de a tasca Venham mais 5 – sim, a dos pregos com queijo da Serra – se ter revelado um sucesso, Luís Rodrigues, Francisco Rodrigues e Maria José Sarmento abriram, já lá vão 2 meses, o restaurante Quanto é Doce.

Tal como tinha acontecido com o estabelecimento vizinho, o nome deste novo espaço é inspirado numa música de Zeca Afonso. O conceito, esse, foi construído em torno de 2 especialidades “bolo de chocolate e refeições de tipo gourmet“, contou à Praça Luís Rodrigues.

Segundo o gerente do Quanto é Doce, o prego no prato do seu estabelecimento “é o melhor do país” e o bolo de chocolate “divinal”.

A ementa do restaurante muda todas as semanas. É estabelecida no início de cada semana e inclui um menu diário, sempre com um prato de carne e outro de peixe – fica por 5 euros e inclui sopa e bebida.

Os bolos reinam na carta de sobremesas e, garante a gerência, são preparados de forma tradicional e caseira. No topo da lista estão os de chocolate e merengue e o cheesecake. O bolo de merengue, que custa 20 euros (a unidade), é o que “mais tem deixado fascinados” os clientes. Mas os comensais também podem pedir os bolos à fatia, por cerca de 2 euros. A co-gerente Maria José Sarmento explicou à Praça que vender o bolo ao “quilo é caríssimo”, daí entender que é “um bocado desonesto vender ao quilo”.

Maria José Sarmento, que é quem prepara as sobremesas, conta que a razão que levou os 3 sócios a abrir este espaço tem precisamente a ver com as saborosas sobremesas. “[O Quanto é Doce] surgiu no seguimento do ‘Venham mais 5’. Eu faço as sobremesas para lá e como só fazia em casa e começámos a não ter muito espaço para [preparar as sobremesas], o Luís pensou que era melhor abrir um espaço para confeccionar as sobremesas para o ‘Venham mais 5’ e para vender para fora”, explica. Pronto, a ideia era essa e depois, ao sair do papel, o negócio cresceu, está visto.

Luís Rodrigues, filho e neto de emigrantes, que na década de 1960 abandonaram o país rumo ao Brasil, garante que quer uma quer outra casa praticam “uma filosofia de extrema qualidade e preços justos”.

O nome “Quanto é Doce” é uma espécie de homenagem “aos grandes homens de então [dos tempos em que Oliveira Salazar governava o país] que lutaram de outra forma para um país melhor, com liberdade”, sublinha este português de gema mas com uma pronúncia brasileira.

O Quanto é Doce está aberto das 8h às 19h, de segunda-feira a sábado.