11 Out 2011, 19:08

Texto de Pedro Rios

Praça

A maior fotografia tirada em Portugal é no Porto. Tem 14 gigapixéis

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Paulo Bico fez uma fotografia com 14 gigapixéis (sim, leram bem). A partir de Gaia, tirou uma fotografia que permite ver o que se passa na Torre dos Clérigos.

Os Clérigos, na fotografia de Paulo Bico

Sim, são os Clérigos vistos da outra margem do Douro

É Paulo Bico que o diz porque, por mais voltas que dê, não encontra uma fotografia maior em Portugal do que a que tirou ao Porto. A fotografia tem 14 gigapixéis, uma máquina digital barata permite fazer fotografias com qualquer coisa como 10 megapixéis – 1.400 vezes menos (sim, leram bem).

A partir de Gaia, Paulo Bico fez uma fotografia que permite ver o que se passa no topo da Torre dos Clérigos e “voar” por boa parte da cidade, da Ribeira à zona oriental.

Demorou cerca de 3 horas a captar as 1.600 imagens que constam da fotografia panorâmica; levou 28 horas a processá-las em computador; o ficheiro da imagem é de 54 gigabytes e demora meia hora a carregar no programa de edição de imagem do computador potente de Paulo Bico.

Tudo é gigante nesta arte, conhecida mundialmente como gigapan ou giga-photo.

O fotógrafo de Famalicão, de 35 anos, comprou o equipamento necessário (um robô que faz fotografias segundo uma cadência definida pelo fotógrafo) no início do Verão. Somando o robô, as lentes, a câmara e outros equipamentos, Paulo investiu qualquer coisa como 10 mil euros.

Fez uma em Guimarães, com 6 gigapixéis, e lançou-se para a do Porto, que produziu no último fim-de-semana. O equipamento permite-lhe ir mais longe (diga-se que a maior do mundo, feita em Xangai, tem uns inacreditáveis 200 gigapixéis), mas, antes disso, Paulo quer procurar rentabilizar o investimento, através da venda deste tipo de fotografias a entidades ou empresas.

“É uma sensação engraçada conseguir ver as coisas deste ponto de vista”, diz Paulo. Mas nem tudo foi positivo na experiência: “fiquei um bocado triste com a degradação em que está o Porto. A imagem ao longe é muito bonita, mas, quando aproximamos, vemos coisas que não gostávamos de ter visto“.

  1. abilio loureiro says:

    FENOMENAL, perante isto sou posso agradecer como GAIENSE/PORTUENSE a obra que fica, OBRIGADO PELA CONTRIBUIÇÃO

  2. Paulo Ferreira says:

    Obviamente que como portuense esta é uma notícia que me alegra, mas não posso deixar de comentar que uma fotografia que pretende que tenha toda esta importância de ser a maior do país se tolerem erros como o do metro mesmo a meio da ponte, onde só se vê a frente pois o resto está cortado. Ter equipamentos que obrigaram a uma despesa de 10 mil euros e no final ter erros ‘básicos’ como este não tem muito sentido. Bastava simplesmente repetir a fotografia instantes depois ou ter o equipamento preparado para disparar 2 vezes em cada posição e já seria possível corrigir este tipo de pormenores. E em antecipação de algum possível comentário futuro alegando ignorância da minha parte, eu sei perfeitamente o porquê destes ‘erros’ e já perdi horas da minha vida a corrigi-los quando fiz montagens semelhantes (em muito menores dimensões, claro).

  3. antonio pinto ferreira says:

    É REALMENTE UM ESPETÁCULO DE FOTOGRAFIA. VEJO NITIDAMENTE O LOCAL ONDE MOREI, (fontaínhas). GOSTO MUITO DE FOTOGRAFIA, MAS NÃO TENHO ARCABOIÇO PARA TAL PROEZA. OS MEUS SINCEROS PARABÉNS.
    ANTONIO PINTO FERREIRA

  4. antonio pinto ferreira says:

    GOSTO MUITO DE FOTOGRAFIA, GOSTAVA DE TER UMA ASSIM. AUTENTICA MARAVILHA. PARABÉNS E BONS ” BONECOS”