Image de Petiscos e vinho a copo no Largo de S. Domingos

Fotos: Diana Castanho

Imagem de Petiscos e vinho a copo no Largo de S. Domingos
Imagem de Petiscos e vinho a copo no Largo de S. Domingos

1 Mar 2013, 17:41

Texto de Ana Isabel Pereira

Comes & Bebes

Petiscos e vinho a copo no Largo de S. Domingos

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A Taberna do Largo acaba de abrir no centro histórico do Porto. Serve vinho a copo e petiscos, tem vertente de garrafeira-loja gourmet e café d’ A Brasileira.

Fica no Largo de S. Domingos e abriu sábado. A Taberna do Largo é um wine bar com mais de 50 referências de vinho – dos tranquilos ao vinho do Porto, passando pelo vinho Madeira –, que também serve petiscos para acompanhar a ‘pinga’, tem vertente de garrafeira-loja gourmet e – o melhor fica sempre para o fim – serve café de máquina d’ A Brasileira.

As responsáveis por esta taberna moderna, instalada num espaço que funcionou como “gráfica à porta fechada”, são Sofia Príncipe, 33 anos, Joana Conde, 31, e Teresa Domingues, 35.

Todas com formação na área das Ciências Sociais, trabalhavam juntas numa empresa de formação com protocolos com o Estado português e, com os cortes nos apoios à formação profissional, começaram a pensar numa alternativa a um futuro que adivinhavam menos risonho.

As 3 apreciam um bom vinho assim como os queijos e enchidos portugueses e em comum tinham a vontade de um dia abrir um espaço que servisse estes e outros produtos tradicionais, com qualidade e respeito pelos produtores, e que ajudasse a promover novos produtores.

“Tentamos falar com os produtores e saber um pouco mais da sua história”, explica Sofia Príncipe.

O serviço da Taberna do Largo é à base de petiscos e na carta chamam a atenção iguarias como a muxama em vinagrete (atum fumado) e frutos secos, a estupeta de atum à Algarvia (atum em sal), a tiborna de tomate ou a tosta de cogumelos e queijo da Ilha. Os preços variam entre 1,5 (preço da salada de tomate e manjericão) e 17 euros (tábua mista).

Taberna que é taberna tem de servir vinho a copo e aqui há sempre 3 sugestões (e “3 escalões de preços”) de vinho tinto, branco, rosé e espumante, entre 2 e 5,5 euros. Nos vinhos do Porto e Madeira, os preços a copo variam entre 1,5 e 3,5 euros.

Produtos de todo o país

Na loja, também estão representados os vários cantinhos de Portugal. Para além dos vinhos – mais de 50 referências, que pode comprar para levar ou consumir na Taberna –, há, por exemplo, broas de laranja de Oliveira de Azeméis, almendrados,  bolo de mel e Brisa de maracujá da Madeira, refrigerantes Kima (Açores), pão-de-ló tipo Ovar (Aveiro), maranhos e doces regionais.

“O presunto é da Beira Baixa. Toda a gente diz que é delicioso”, conta Sofia. E entre os vinhos disponíveis há referências que só se encontram na Taberna do Largo, afiança a sócia Joana. Os queijos são, como a maioria dos produtos ali vendidos, de pequenos produtores. “Para ter uma ideia, para o queijo de Nisa, por exemplo, estamos em lista de espera”, revela, por seu turno, Teresa.

Não há o de Nisa, mas pode provar os queijos da Tapada das Sortes (Alcains), da Herdade da Amendoeira (Arraiolos) e da Herdade dos Coteis (Moura). E, há que sublinhar, quase tudo o que está à venda na loja pode ser consumido à mesa.

O café d’ A Brasileira

Para chegarem a um portefólio tão diversificado de comes e bebes, foi preciso fazer “muita pesquisa”, “muito trabalho de casa” e algumas “viagens”, explicam, a 3 vozes. Para além de ter sido “um processo muito interessante, mesmo apaixonante”, diz Teresa, o contacto directo com os produtores permite baixar o preço que o consumidor final paga pelos produtos.

Foi numa viagem ao Douro para seleccionar vinhos que deram com o café d’ A Brasileira. “Foi numa viagem ao Douro, numa altura em que ainda estávamos indecisas quanto ao café que íamos pôr aqui. Parámos num cafézinho. Viramo-nos umas para as outras e dissemos ‘que café tão bom'”, conta Teresa. E é mesmo, bom, que a Praça provou.

Outra pérola é o pátio que existe nas traseiras, “forrado” a azulejos dos séculos XVII e XVIII e com um túnel que conduz à antiga rede de água. “Isto é uma ligação de água que é provável que venha da Arca d’ Água”, arrisca Sofia. Para já, o pátio é o poiso dos fumadores, mas no Verão terá umas mesinhas que, avisamos já, serão disputadíssimas.

Porquê o Largo de S. Domingos? As 3 empreendedoras queriam estar numa zona “de comércio tradicional”, que não tivesse a confusão da baixa mas fosse igualmente turística. A escolha da localização teve também em conta a anunciada requalificação da Rua das Flores.

A Taberna do Largo abre de terça a quinta e ao domingo das 11h às 24h e à sexta e ao sábado até à 1h.