13 Jul 2013, 10:27

Texto de Maria Martinho

Comes & Bebes

Petiscos e música ao vivo no “Rua” da Travessa de Cedofeita

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Pedro e Nuno Garcez acabam de abrir o Rua, um restaurante de tapas e music bar, na baixa. ”Não há muitos sítios com música ao vivo no Porto”, dizem os 2 irmãos.

O Rua é um projecto dos irmãos Pedro e Nuno Garcez. Fotos: André Soares

Pedro e Nuno Garcez são irmãos e abriram, no final do mês de Junho, o Rua, um restaurante de tapas e um music bar na Travessa de Cedofeita, por considerarem que “não há muitos sítios com música ao vivo no Porto”.

Inicialmente pensaram num restaurante de hambúrgueres gourmet, mas ideia “amadureceu” e acabaram por apostar nas tapas por influência de Pedro, formado em Hotelaria e Turismo e que trabalhou neste ramo durante 2 anos em Madrid.

O espaço era um antigo armazém de tecidos e 4 meses bastaram para ser totalmente remodelado e tornar-se numa autêntica rua.

“O nome vai ao encontro da decoração, com lampiões, graffitis sugestivos e até o chão a imitar pedra”, explicaram à Praça.

Todo o prédio é agora propriedade dos 2 irmãos. E, se no rés-do-chão encontramos o restaurante, o bar, um mini-palco para concertos e uma esplanada nas traseiras, os restantes pisos dão lugar a 4 apartamentos que brevemente estarão disponíveis para alugar.

A carta, apresentada em formato jornal, é assinada pelo chefe João Pupo Lameiras, cozinheiro do restaurante Casa de Pasto da Palmeira, no Passeio Alegre, que desenvolveu petiscos quentes e frios para “picar” e “tapear”.

Nas traseiras, há uma esplanada.

Os mais célebres são a francesinha de massa folhada (9 euros), o atum chapeado e escabeche de legumes (6 euros) e o cornetto de salmão (4,5 euros).

A inspiração espanhola está presente nas batatas bravas (2,5 euros), na tortilla de batata com pimento morrón e gambas (6 euros) ou nas croquetas de camarão com molho de ostras (5, 5 euros).

Há tábuas de queijos e presunto, saladas com frango e queijo de cabra, e tibornas, uma espécie de “bruschettas à portuguesa”, que incluem setas, foie gras, pinhões, mozzarella ou pesto de tomate.

As sobremesas variam entre o gelado de nata com morangos, espuma de chocolate branco, e crocante de bolacha Óreo (3 euros), queijinho de cabra chapeado com sorvete de framboesa (3,5 euros) ou o fondue de chocolate de leite (7 euros).

Na música, a oferta é variada e “para todos os gostos”. Na inauguração oficial do Rua, no último fim-de-semana de Julho, estão previstas, por exemplo, as actuações d’O Martim, no dia 26, e SoulRichard, no dia 27.

Saiba que o Rua está aberto domingo, terça e quarta, das 18h à meia-noite, e de quinta a sábado, das 18h às 4h.

  1. Nós, da grande Caxias do Sul, gostamos de dizer que conhecemos o frio, jogar na cara do resto do país que temos o privilégio da neve, raridade nessas terras tupiniquins. Quanto ao frio, não tenho do que discordar. Ninguém gosta tanto de passar frio quanto os gaúchos.E dá-lhe gostar. Só isso explica viver sem calefação em um lugar em que os termômetros chegam com alguma frequência aos – 5°C e flertam com o zero boa parte do inverno. Agora neve, amigos, neve a gente nunca viu por lá. No máximo uma chuvinha congelada caindo marota. Depois de uma semana em Bologna, frente a uma nevasca que deixou a Emília Romagna com cara de Noruega, e a insistência dos flocos brancos de caírem em especial quando eu colocava o pé na rua, cheguei a conclusão de que a neve é linda. Da janela. Pra esquiar. Pra sonhar com natais brancos. Não para viver. Ao menos no domingo o tempo deu uma trégua e pude fazer check em dois itens da lista “before I died I want to”: – fazer um boneco de neve; – fazer anjos na neve; Só faltou coragem e uma calça impermeável pra sair escorregando neve abaixo e gritando Rosebud. Fica para a próxima.

  2. 5) Cervejinha nossa de cada dia: Beber na balada, como na maioria do mundo, é bem mais caro que comprar a cerveja no supermercado. Vou dar um exemplo: Uma Cruz Campo (cerva mais famosa daqui) de litro no supermercado custa em mécia 1,20 euros; uma “caña” (copo de 330ml) num bar normal (desses que abrem pela manhã e fecham a meia-noite) pode variar entre 1 a 1,5 euros. Na balada pode chegar até 3 euros. Falo da cerveja porque não bebo whisky, mas uma “cubata” na noite pode custar uns 5 euros e uma garrafa 8 no supermercado. Sevilha era famosa por seus “botellones” (botella é garrafa em espanhol) onde centenas de pessoas traziam bebida de casa e se juntavam nas ruas. Atualmente, lei diz que depois das 22 horas ninguém mais bebe na rua (a não ser em mesas de bares) e a policia está de marcação cerrada.