25 Out 2012, 21:01

Texto de Redação, com Lusa

Praça

“Colossais, directos e desagradáveis”, os Oxbow vão estar entre nós

A banda norte-americana Oxbow actua pela primeira vez no Porto, no domingo, em versão a 2, inserida no cartaz do Amplifest.

Eugene Robinson, dos Oxbow

Eugene Robinson, dos Oxbow. Foto: J. Bennett

A banda norte-americana Oxbow actua pela primeira vez no Porto, no domingo, em versão a 2, inserida no cartaz do Amplifest, o que não impede a organização de os definir como “colossais, directos e desagradáveis”.

Os Oxbow, formados em 1989 em São Francisco, nos EUA, são conhecidos pelas fusões de géneros que alcançam em disco e, também, pelas actuações ao vivo, com desempenhos físicos por parte do vocalista Eugene Robinson, entre o violento e o sexual.

Em entrevista à Lusa, Robinson, de 49 anos, disse que a banda vai para estúdio em Fevereiro para gravar o novo registo “The Thin Black Duke”, que representa “o fim de um ciclo de canções ligado à relação com o mundo adulto”.

Em palco no Hard Club, no mesmo dia dos cabeças de cartaz do festival da Amplificasom, Godspeed You! Black Emperor, os Oxbow apresentam-se só com voz e guitarra, na pessoa de Niko Wenner.

Para Robinson, o lado musical da banda não tem por onde melhorar, enquanto as letras são algo em constante mutação: “Em última instância, seria bom ver os Oxbow culminarem num álbum sobre o amor”.

Optimismo cínico

Eugene Robinson recordou a ocasião em que disse a Niko que uma certa gravação estava “boa o suficiente”, ao que o guitarrista respondeu: “Este álbum vai cá ficar mais tempo do que tu”, ou seja, “tu vais estar morto e ainda vai haver gente a ouvir isto”.

O vocalista da banda, que já contou com a colaboração de figuras como Marianne Faithfull, defende uma teoria de “optimismo cínico”, que traduz por: “Coisas boas vão acontecer, mas não te vão acontecer a ti”.

“Para o amor ser realmente válido, tens que aceitar o facto de que pode não vir a acontecer contigo”, explicou Robinson, que também é lutador amador.

Os Oxbow lançaram em 2007 “The Narcotic Story” pela agora falida Hydrahead Records, o que significa que estão à procura de nova editora para o novo álbum, algo ainda por definir.