23 Nov 2011, 11:00

Texto de Pedro Rios

Praça

Os tigres voltaram com um Osso Vaidoso

Ana Deus e Alexandre Soares, dos Três Tristes Tigres, estão de regresso, com o projecto Osso Vaidoso. Apresentam o primeiro álbum no Café Lusitano.

Osso Vaidoso. Foto: Raquel Castro

Muitos lembram-se dela nos Ban, outros não esquecem os Três Tristes Tigres (TTT). Agora – e decorem o nome – Ana Deus é sinónimo de Osso Vaidoso, projecto com Alexandre Soares, outro membro dos TTT. Apresentam o seu primeiro álbum, “Animal”, esta quarta-feira, no Café Lusitano, no Porto.

Temos Ana Deus, temos Alexandre Soares, temos até Regina Guimarães em 7 das 11 letras do disco, mas não temos os Três Tristes Tigres de regresso. À Praça, Ana conta porquê: “A vontade de mudar é maior do que a de continuar os TTT. Nos TTT já éramos uma ‘família’ de 5 músicos em palco, e o som era bem diferente. As letras também já têm outros autores. Para fugir às comparações e outras tentações”.

Os outros autores são Alberto Pimenta e Valter Hugo Mãe, que fornecem palavras num disco que as privilegia. Sobre a guitarra austera de Alexandre Soares (ex-GNR), Ana Deus tem rédea solta. A opção por um som mais directo explica-se facilmente: “Para nos podermos entender melhor, para podermos improvisar facilmente, para que seja mais portátil”.

“Animal” (editado em CD pela Optimus Discos, mas também disponível gratuitamente no site da editora) conta também com outros músicos convidados (Gustavo Costa, João Pedro Coimbra, dos Mesa, outro colaborador de dos TTT, e Tó Trips, que co-escreve “Cacofonia”).

Tudo à solta

Os Osso Vaidoso, que derivam do projecto Nadadores de Inverno, que incluía Tó Trips e João Pedro Coimbra, actuaram, em Outubro, na D’Bandada, no Porto. O P24 viu-os a actuarem numa livraria Lello à pinha. “É um local lindo, mas infelizmente leva pouca gente e ficaram muitos à porta”, lamenta Ana Deus.

Na quarta-feira, a partir das 23h, é a vez do Café Lusitano, na Rua de José Falcão. “Foi um convite do Mário Carvalho [proprietário do Lusitano], é um amigo e é um espaço muito bonito e é bem central”, conta Ana. O que é que se vai ouvir? “As canções do disco e mais algumas, ‘à solta’. Tocamos sempre de maneira diferente”.