24 Fev 2013, 14:50

Texto de Ana Isabel Pereira

Comes & Bebes

Os verdadeiros pastéis de Chaves

Trazer para o Porto o sabor original dessa iguaria transmontana chamada pastel de Chaves levou 2 irmãos flavienses a abrir A Loja dos Pastéis de Chaves na Rua Firmeza.

A Loja dos Pastéis de Chaves

A Loja dos Pastéis de Chaves. Fotos: Miguel Oliveira

Trazer para o Porto o sabor original dessa iguaria transmontana chamada pastel de Chaves. Foi essa a ideia que levou os irmãos flavienses Jorge e Vanessa Gonçalves a abrir no centro do Porto A Loja dos Pastéis de Chaves.

Esta pastelaria especializada em pastéis de Chaves abriu quarta-feira  no número 476 da Rua Firmeza – no espaço do antigo Fim de Boca –, para servir o pastel tradicional (de carne de vitela), mas também versões modernas, com frango, chocolate ou creme de ovo com amêndoa.

“Os transmontanos são muito orgulhosos de onde vêm. Sempre achámos que no Porto, apesar de toda a gente comer, o pastel de Chaves estava mal representado”, explica Jorge Gonçalves à Praça. Formado em gestão hoteleira, este flaviense de 33 anos estava, como a irmã – advogada, 31 anos – bem empregado. “Não ganhávamos mal”, sublinha.

Mas oferecer um pastel de Chaves “com qualidade” era uma obsessão – saudável – dos 2 irmãos, que puserem os funcionários d’A Loja dos Pastéis de Chaves a ter formação com “um pasteleiro que trabalha há 30 anos em Chaves” e a usar os mesmos ingredientes e “maneira de trabalhar” do mestre.

“Não utilizamos máquinas. O pastel de Chaves é trabalhado com os dedos, como se fosse uma pequena piza”, partilha Jorge Gonçalves.

Os pastéis, que “estão sempre a sair” – para já, de carne de vitela; frango, tomate e manjericão; frango picante; vegetariano; chocolate; e creme de ovo com amêndoa –, custam um euro e, a cada estação do ano, a ideia dos donos é ter novidades, utilizando os produtos da época, “como a alheira, a compota de abóbora ou o queijo  de cabra”, diz Jorge.

Entre as 7h  e as 10h30, um pastel e um café ficam por 1,5 euros. E há outros menus. Ao almoço, sopa do dia, 2 pastéis e um sumo ficam por 4,95 euros. Se optar pelo menu light, por 6,5 euros, tem direito à sopa do dia, a uma tosta, uma salada e um sumo.

Para além dos pastéis, este novo espaço vende pão – que, como os primeiros, é de fabrico próprio e tem pelo menos uma fornada quentinha garantida, todos os dias, às 17h. N’A Loja dos Pastéis de Chaves, há pão rústico (com o qual são feitas as sandes e as tostas), de água, de centeio e alentejano biológico, broa de milho, normal e recheada, e folar de Chaves, com ou sem carne e doce.

Ao sábado e ao domingo, há brunch por 9,5 euros: a ementa inclui chá, meia torrada em pão rústico, um prato de presunto, sumo de laranja natural, um pastel salgado e um doce, uma tosta do dia em pão rústico, laranja em flor e capuccino ou café.

Em breve, a loja terá também chá a granel, da marca francesa Dammann, e uma carta de cafés da Nespresso, para beber no local ou para levar.

O trabalho de decoração do espaço onde imperava o branco – em que se destacam as cadeiras nórdicas, as mesinhas cujas bases são aquecedores de ferro fundido e os cadeirões vintage –, tentou “proporcionar áreas de lazer” num espaço que tem wireless gratuita e em breve vai ter um cantinho dedicado do book crossing.

Jorge e a irmã ainda procuraram um espaço na zona mais animada da noite portuense, junto aos Clérigos, mas as exigências apertadas para novos licenciamentos afastaram-nos desse tipo de investimento.

A Loja dos Pastéis de Chaves abre todos os dias, das 7h às 20h, e, como aderiu ao projecto “Estamos com a Baixa”, em algumas sextas-feiras fechará mais tarde, à meia-noite.

  1. Fernando Sousa says:

    O seu comentário
    Um local agradável, com boa decoração e excelente serviço. Os sabores são divinos.
    Parabéns.

  2. Margarida Sousa Cavaleiro says:

    Muitas felicidades e parabéns pela ideia!
    Gostei muito dos pasteis de chocolate. São deliciosos :)
    Beijo
    Margarida

    O seu comentário

  3. Martim Sousa Cavaleiro says:

    Eu gosto dos tradicionais pasteis de carne de vitela. São muito bons…

    :) :) :)
    Um abraço, Martim

  4. Paulo Monteiro says:

    Bom dia, sou de Lisboa com amigos no Porto.
    Da última vez que ai estive, fui a esta loja, e sinceramente, os pastéis estavam sem recheio quase nenhum.
    Já houve sítios em que os pastéis estavam mais bem recheados que esta loja.
    Para mim, tinha 95% massa e 5% carne.
    Uma miséria. E ainda vão abrir uma loja aqui em Lisboa? Não me parece.

    • Cliente da loja dos pastéis de chaves ( Flaviense ) says:

      Ter 95% de massa e 5% de carne, não significa que os pastéis não sejam bons ou não tenham qualidade. Por alguma razão os pasteis estão sempre a esgotar e têm a casa cheia, todos os dias.
      Se se informar bem, os pasteis de chaves tradicionais ( feitos em chaves) têm mesmo 5% de carne em relação ao seu peso total. Mais não acrescento .

    • adelia silva says:

      És mesmo burro pá. Não admira que aí em Lisboa só apanhem com os restos cá do norte. É que a M…. corre sempre para o fundo. Vai lá pra Lisboa comes os pasteizinhos de belém que devem ter 200% de creme.

  5. Sonia bravo says:

    Estes lisboetas pensam que sabem tudo e nada sabem.
    Quantidade não significa qualidade. Falam dos transmontanos e os lisboetas é que gostam dos” farta burros “.

  6. Sónia Matias says:

    Não vale a pena ligar a opiniões de pouco entendidos. O verdadeiro pastel de Chaves não é para enfardar tolos, é para ser apreciado não só pelo tempero que a carne tem mas principalmente pela massa que o envolve. Um falviense reconheceria este pastel até do outro lado do Mundo. Sou flaviense e já experimentei os vossos pastéis. Não me cansarei de divulgar a verdadeira iguaria!! Parabéns. É bom termos algo “familiar” entre nós. Obrigada. :)