2 Dez 2011, 11:34

Texto de Ana Isabel Pereira

Ideias

Os projectos do Lófte pela primeira vez em exposição conjunta

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O estúdio-oficina que nasceu há 2 anos na Rua dos Caldeireiros mostra, até domingo, o trabalho que os seus membros têm vindo a desenvolver. A entrada é livre.

Espaço Lófte

Esta sexta-feira, o Lófte (Rua dos Caldeireiros, 43) inaugura a 1ª Exposição Jamais Vista.

O Lófte, um estúdio-oficina que nasceu há 2 anos da recuperação do então abandonado primeiro hospital da cidade do Porto, “tem conseguido cativar criativos de todas as áreas e nacionalidades que aqui encontram um espaço singular para concretizar os seus projectos”, a agora quer “mostrar o trabalho que todos os seus membros têm vindo a desenvolver”, conta Filipa Carrêtas, “lofter” e criadora da mo.ca. – mobiliário de cartão.

A ideia é, por um lado, promover os projectos e, por outro, fazer um balanço das actividades de todos.

O projecto de Filipa Carrêtas e A. Jorge Sá, de “criação de mobiliário de interior feito a partir da reutilização de cartão canelado (desperdício de fábricas) e prensado (desperdício de floristas)”, é um dos que poderá ver na Rua dos Caldeireiros.

Prepare-se para ver “mesas que se transformam em bancos, estantes mutáveis” e a última novidade da mo.ca., “um pinheiro desmontável pronto a pintar”.

A designer industrial Irena Übler vai mostrar alguns elementos do processo de design e criação do protótipos para sinalética em vários circuitos interactivos. “Com esta sinalética em lugares chave e inesperados da cidade, o objectivo é reinterpretar a cidade, permitindo experienciá-la de uma forma inovadora e lúdica, melhorar a sua legibilidade e acessibilidade”, explica Filipa Carrêtas.

J. Sousa, o fotógrafo e criador da label Le-Joy, apresenta um projecto pessoal, The Feminin Movement – diz que é uma série sobre curvas…

Tanja Knaus, a trabalhar na sua tese de mestrado sobre ciência médica e as suas falhas, pergunta: Como é que a ilustração cientifica muda no tempo, quer na forma quer na sua forma e função, quer nos factos e ficção? E responde. Nesta mostra do Lófte, Tanja, cujo objectivo final é criar uma forma contemporânea de ilustração, uma linguagem visual nova que responda a teorias médicas que se provou estarem erradas, vai ilustrar 3 histórias reais curiosas.

Emanuele Francesco Moro apresenta o trabalho “O meu sonho de criança: construir uma casa de madeira sobre as árvores em Chamois”, que é o mesmo que dizer o projecto de reabilitação e amplição de um refúgio nos Alpes italianos.

A exposição tem entrada livre e pode ser visitada esta sexta-feira, a partir das 18h (pela inauguração, será servido um Porto de Honra), sábado, das 14h às 23h e domingo, das 14h às 20h.