26 Fev 2012, 12:24

Texto de Ana Isabel Pereira

Comes & Bebes

Os crepes de Franck e Luísa estão de volta… na Foz

Lembra-se da La Bombarde da pensão Favorita, na baixa do Porto? Pois é, reabre esta semana na Foz do Douro. A Rua de Gondarém é a nova morada da creperia.

Foto: DR

Foto: DR

A creperia La Bombarde reabre, esta terça-feira, no número 239 da Rua de Gondarém, na Foz do Douro.  Conhecemos a Luísa Cabral e Franck Desormeaux em 2010. A designer gráfica e o bretão exploravam então a cafetaria da pensão Favorita, onde as especialidades eram os crepes e as galettes (versão salgada), a par da sidra.

Nesse mesmo ano, o casal deixou a Rua Miguel Bombarda. Não se sentiam em casa, queriam um espaço próprio e com uma cozinha mais generosa. A procura de um novo espaço só terminou em Agosto último – começaram por procurar na baixa, mas os preços eram proibitivos, até que surgiu “uma oportunidade” na Foz, mesmo na rua onde Luísa cresceu.

A Praça esteve à conversa com Luísa e Franck na inauguração da nova La Bombarde, este sábado.

As especialidades mantêm-se – gallettes simples, vegetarianas e especiais e crepes (Franck explica-nos que só se chama crepe à versão doce) –, mas há uma novidade: ao almoço, há quiche e sopa do dia, saladas e um menu especial, cujo preço ainda não estava definido quando a Praça visitou a creperia.

“No futuro, também queremos servir pequenos-almoços”, adianta Luísa – para já a La Bombarde abrirá de terça a domingo, das 12h às 20h.

Confeccionados no billig

“A nossa creperia é  a única deste tipo no Porto. Nós trabalhamos em discos especiais para fazer crepes artesanalmente. Chamam-se billig. Ao contrário de outros sítios, onde os crepes são feitos industrialmente, aqui é tudo feito à mão”, diz à Praça Franck Desormeaux. Natural de Brest, na Bretanha, Franck conheceu Luísa há 6 anos.

Foi quando a levou à sua terra Natal que surgiu a ideia de negócio. “Levei-a à Bretanha a conhecer a minha família e a comer um crepe. Na Bretanha, costumamos dizer que há uma creperia por habitante. É tradicional. As pessoas vão comer crepes todas as semanas”, conta o bretão.

Sugestão da bretão

Entre as gallettes simples, Franck destaca as de queijo e cebolinho, mista (queijo e fiambre) e “outra mais completa”, com queijo fiambre e ovo – esta pode ainda levar cogumelos. A gallette de espinafres, natas e amêndoas é uma das opções vegetarianas. Entre as especiais, há a de pato fumado e a de salmão fumado. O rei dos doces é o crepe flamejado.

As gallettes custam entre os 4 e os 9 euros e os crepes entre os 2 e os 6 euros. Para beber, há sidra da Bretanha – para além desta bebida, também as farinhas usadas na creperia vêm de França –, chás variados, chá gelado de especiarias e menta, cerveja de pressão (Super Bock) e vinho a copo – todas os vinhos da carta podem ser servidos a copo.