18 Jul 2011, 19:16

Texto de Redação, com Lusa

Praça

Ollin Kan: 3 dias para celebrar as músicas do mundo

O festival Ollin Kan deste ano realiza-se na Casa da Música. Pela primeira vez, há uma residência artística no programa.

Watcha Clan

Watcha Clan, um dos nomes do festival. Foto: DR

São 3 dias de músicas tradicionais de vários pontos do mundo e seus cruzamentos. O festival Ollin Kan deste ano realiza-se na Casa da Música, no Porto. Pela primeira vez tem uma residência artística no programa e estende-se por 3 dias, de 22 a 24 de Julho.

Para o director do festival, Carlos Bartilotti, “este era o ano do tudo ou nada” e nesse sentido “arriscou-se”. O festival terá várias estreias nacionais e alguns regressos, como é o caso dos Watcha Clan, de França, que se estrearam em terras portuguesas o ano passado no Festival Med de Loulé.

Quanto a estreias em Portugal, contam-se 6: Sofiane Hamma, Chico Trujillo, Diom de Kossa, Sver, Johanna Joholab e Retrovisor.

A residência artística será do cabo-verdeano Bilan que estreia a primeira criação promovida pela rede de festivais Ollin Kan, conceito criado na Cidade do México, em 2004.

“Trata-se de um projecto iniciado em Fevereiro que resultou do convite do Festival Sur le Níger, de Segou, ao músico cabo-verdiano”, explica Bartilotti.

“Dois músicos da mesma geração – Bilan e o Madou Sidiki Diabaté – partilham uma visão musical comum. A música flui com grande naturalidade, entre a kora de Madou Sidiki Diabaté e as cordas crioulas de Bilan”, sublinha.

O primeiro dia do Ollin Kan Clubbing “vive-se sob o signo da fusão musical e a francofonia” com os portugueses Rakia a abrirem, seguindo-se o projecto de Bilan com Diabaté, constando ainda do cartaz os Watcha Clan, os belgas Jaune Toujours e o DJ francês Gringo da Parada.

O dia 23 abre com a estreia em palcos nacionais do argelino Sofiane Hamma acompanhado pela banda Kifna, que cruza o gnawa tradicional argelino, com o rock, a soul e o jazz, actuando ainda o grupo português As Três Marias.

Neste dia, toca em estreia nacional o percussionista Diom de Kossa (Costa do Marfim), encerrando o cartaz os DJ Tommi & Barrio.

No último dia, além de Johanna Juhola, destaque para a estreia “do puro folk norueguês” dos Sver e para a banda colombiana Retrovisor, que mistura rock, eletrónica e referências latinas, para além dos portugueses Terrakota.

Durante os 3 dias do festival, haverá também conferências sobre música com, entre outros, Custódio Castelo, Sandy Gageiro, Torill Faleide, Magali Bérges, Tiago Faden, Vasco Sacramento e Erwan Varas.