Image de O LSD é o novo ‘inquilino’ do renovado Largo de S. Domingos

Fotos: Ana Luísa Gomes

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29 Mar 2014, 7:28

Texto de Ana Isabel Pereira

Comes & Bebes

O LSD é o novo ‘inquilino’ do renovado Largo de S. Domingos

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O LSD é um restaurante e é o mais recente projecto dos donos da Casa de Pasto da Palmeira, que no Largo de S. Domingos têm um quarto parceiro. Fica no número 78 da artéria que este sábado a Câmara do Porto inaugura em festa, aproveitando o Dia Nacional dos Centros Históricos.

Carlos Bravo, José Ribeiro, João Lameiras – o jovem chefe de cozinha, que agora reparte o seu tempo entre a Cantareira e o Largo de S. Domingos – e Cândido Pereira abriram há pouco mais de 15 dias o LSD.

O restaurante, que nasceu na morada onde antes laborou o Tea Point, serve refeições mais ligeiras ao almoço e cozinha internacional ao jantar, funcionando como cafetaria durante o resto do dia.

O Largo de S. Domingos, que a partir de segunda-feira será pedonal, assim como o Largo dos Lóios e a Rua das Flores, era uma localização promissora e, quando em Agosto do ano passado deram com o imóvel, os 4 sócios não hesitaram.

Afinal, ficariam em boa companhia – na zona, há restaurantes de referência como o DOP e o Traça e estão a nascer novos hotéis – e pro ali passavam turistas, muitos turistas.

Ao almoço, há sandes e tostas elaboradas, entre 3 e 12 euros. A de rosbife e a de salmão fumado são apenas 2 exemplos retirados de uma lista de fazer crescer água na boca. Estas sanduíches vêm acompanhadas com as batatas fritas da casa, que são cozidas primeiro e ficam cremosas por dentro. Há também um menu de 12 euros, que inclui sopa, pratinho, copo de vinho e café.

Na cafetaria, destaque para os bolos à fatia, para a possibilidade de fazer um almoço tardio, pedindo por exemplo uma tábua de língua afiambrada ou o carrinho de queijos (que traz 12 variedades diferentes de queijo), e para os gelados artesanais, feitos na casa.

“Ao jantar, funcionamos como restaurante internacional. Procuramos os melhores produtos possíveis que confeccionamos da melhor forma possível”, descreve Carlos Bravo.

Nas entradas, destaque para os ovos verdes de alheira e croquetes de queijo Terrincho. Entre os pratos principais, há bacalhau com favas e ovo a baixa temperatura, um polvo numa caldeirada com batatas doces e amêijoas, rabo de boi com cenoura, batatas e cebolinhas grelhadas, perna de cordeiro de leite com arroz de enchidos e alecrim e um prato chamado “carne carne carne”. Ah?! São 500 gramas de carne confeccionada de 3 formas diferentes: carpaccio com queijo fumado, bife tártaro e carne grelhada. É um prato para 2 e vem com batatas a acompanhar.

Como sobremesa, vale a pena provar o doce de figo, queijo da Serra e gelado de azeite e o parfait de chocolate negro com caramelo quente e flor de sal.

A carta de vinhos inclui cerca de 100 referências, todas da Sogrape, com quem o LSD firmou uma parceria, e a copo estão disponíveis umas 30, a preços que vão dos 1,8 aos 6 euros. “Temos do vinho mais barato ao Barca Velha. Dos 7,5 aos 300 euros [garrafa]”, refere o Carlos Bravo.

Segundo o empresário, o preço médio por refeição à carta, com vinhos, anda “entre os 20 e os 35 euros”.

O LSD tem 56 lugares e no futuro terá mais 35, na esplanada exterior, no largo. O projecto de interiores, a cargo do arquitecto Francisco Mourão, criou um espaço de restauração moderno e elegante, onde imperam os prateados, os cinzentos, os cremes e o branco, com pontuações de amarelo, e onde há apontamentos de tradição, como as salvas expostas na parede.

O LSD abre de segunda a quinta, das 1oh às 23h, e à sexta e ao sábado, das 10h às 24h. Estes são os horários da cozinha, já que os donos garantem que se lá estiver dentro ninguém o vai expulsar por passar um bocadinho da hora.