23 Abr 2011, 12:06

Texto de Amanda Ribeiro

Comes & Bebes

O Espaço Anémona tem tentáculos para alcançar a arte e a natureza

, , ,

O Espaço Anémona, na Travessa de Cedofeita, quer trazer a natureza para o centro da cidade. Tem um jardim vertical na fachada, uma galeria onde cabem exposições e sessões de cinema e um bar.

Espaço Anémona

No jardim vertical da fachada foram plantadas mais de mil plantas Foto: Amanda Ribeiro

Tem um jardim vertical na fachada, uma galeria onde cabem exposições e sessões de cinema e um bar onde todos podem cantar (assegura a gerência). O Espaço Anémona abriu a 14 de Abril na Travessa de Cedofeita e o que mais quer é aproximar a arte e a natureza dos portuenses.

A ideia já estava a germinar há mais de dois anos na cabeça de Nuno Gomes, biólogo de formação. “Faltavam as pessoas certas”, confessa. Finalmente, no ano passado, reencontrou uma amiga da faculdade que já não via há 12 anos. Em conversa, perceberam que ambos queriam avançar com um projecto deste género.

“Durante muito tempo, o Nuno esteve neste sonho sozinho e não adianta termos um grande sonho sozinhos”, conta Zeza Guedes. Sofia Pereira e  Manaíra Athayde completam a equipa. “Somos o quinto elemento”, diz Nuno.

Cada piso do Espaço Anémona corresponde a um elemento. A água é a galeria, equipada com um projector para sessões de cinema, que vai albergar exposições de artistas dos PALOP, workshops para crianças, aulas de ioga e até consultas de medicinas alternativas.

A terra está na loja, situada no rés-do-chão, que vende livros de arte e vida sustentável, artesanato, vinho, compotas, chocolates e chá, nomeadamente o Gorreana, cultivado nos Açores. Quase tudo de produção nacional porque há que “valorizar a história”. Como é óbvio, o fogo é o bar, onde nasce a escada em caracol que leva ao ar, o sótão, um espaço lounge que só abre em Setembro com um telescópio para observar as estrelas.

O objectivo é enaltecer o ambiente porque “o Porto está desgarrado da natureza”, considera Nuno. “Tem o Parque da Cidade, alguns jardins interessantes, mas as pessoas não se envolvem com os espaços verdes. Quisemos trazer um pouco disso para o centro da cidade, daí o jardim vertical.”

E porquê o nome? Primeiro é uma metáfora. Tal como o espaço quer chegar a várias áreas, também “as anémonas põem muitas vezes os braços fora do corpo“, diz Zeza. É igualmente uma analogia à loja de aquariofilia que chegou a funcionar no local. Por fim, resultou de um acaso. Um amigo de Nuno queria editar uma revista de poesia chamada Anémona, um nome que a princípio se estranhou, mas que depressa se entranhou. Decidiram alargar o conceito. Em Setembro, quando o espaço for oficialmente inaugurado, nasce, assim, uma revista de artes em geral, um retrato do próprio espaço.

Até lá, vai florir o jardim vertical da fachada, onde foram cultivadas mais de mil plantas autóctones, e vão decorrer várias actividades. A 28 de Abril realiza-se o primeiro fim de tarde vínico em que vai ser contada a história do Vinho da Mêda. Planeadas estão também exposições temporárias de fotografia e um ciclo de palestras dedicado ao ambiente, evolução e genética, aproveitando a exibição “A Evolução de Darwin” na Casa Andresen. E para acabar com o stress está a ser pensado um programa de psicodrama.

  1. Natividade Vieira says:

    O seu comentáriofantastica ideia, é super original e deve ser bem aplativo e agradável de se passar tempos prciosos.
    Parabéns pelo nome , é super genial, as anemonas são organismos muito especiais e como tal para um local assim não podia ser melhor.
    Felicidades para a equipa.