2 Jun 2011, 13:01

Texto de Ana Isabel Pereira

Praça

O artista pimba ‘wannabe’ que dá porrada nas baibes

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A Academia Contemporânea do Espectáculo/Teatro do Bolhão apresenta, entre esta quinta-feira e o dia 19 de Junho, “Lucki e as Baibes”, uma chamada da atenção para o drama da violência doméstica, mas com humor.

A Academia Contemporânea do Espectáculo/Teatro do Bolhão apresenta, entre esta quinta-feira e o dia 19 de Junho, “Lucki e as Baibes”, de Marta Freitas. O texto é “uma veemente chamada da atenção para um cancro que nos consome, a violência doméstica”, mas com humor.

“Anedota sobre o próprio acto de contar”, esta peça narra a história de Lucki que, num mundo devastado pela falta de sentido da vida, mente a si próprio, tentando desesperadamente prosseguir o seu sonho de artista “pimba”.

“A negação da memória, o álcool, a ilusão do ‘grande espectáculo’ e a presença de 2 mulheres que sem razão aparente o acompanham” e o ajudam “a prosseguir um caminho que ele ignora directo à solidão e à morte” são os ingredientes desta história.

“Elas, as Baibes, quais escravas da sua condição alienada”, ainda sonham “com príncipes encantados que jamais encontrarão nas sarjetas por onde se arrastam”, lê-se na sinopse do espectáculo.

Pelo preço de um bife, sujeitam-se a uma “sórdida encenação”, mas, quando a violência surge, os dados estão lançados e ninguém poderá deter a tragédia.

A encenação é de João Paulo Costa; a música original tem a assinatura de Ricardo Raimundo; o desenho de luz é de Cárin Geada e a cenografia e figurinos são responsabilidade de Catarina Barros e Cátia Barros.

Para ver de 4ª a sábado, às 21h30, e ao domingo, às 16h. Os bilhetes custam 10 euros (seniores e jovens têm desconto de 50%).