12 Jul 2013, 9:18

Texto de Mariana Marques, com fotos de André Soares

Comes & Bebes

No Serrote é possível ver arte contemporânea e apreciar um bom vinho

O novo espaço da Rua da Picaria funciona como wine bar e serve tapas durante o dia e à noite como bar, com DJ e pista de dança. É também galeria de arte.

O número 9 da Rua da Picaria abriu portas como bar e galeria de arte. Isso mesmo, desde que o dia 19 de Junho que é morada do Serrote, que, para já, se encontra a funcionar apenas à noite. A partir da próxima quarta (em princípio, e segundo avançou o dono à Praça) já estará aberto durante o dia.

O nome “Serrote” está relacionado com as conhecidas oficinas de madeiras da Rua da Picaria. O gerente do bar, Gil Fonseca, brinca com o termo. “O bar é como se fosse uma ferramenta de serralharia”, adianta.

O Serrote pretende ser versátil. Segundo o proprietário, José Pedro Oliveira, o objectivo é que durante o dia funcione “como wine bar, tapas bar, salão de chá”. Já à noite “transforma-se mais em bar, com DJ, com uma pista de dança”, explica. O conceito musical passa pelo funk, soul e jazz.

Segundo Gil Fonseca, o Serrote quer apostar na qualidade do serviço. “Mesmo numa bebida mais simples e básica, como um whisky ou um vinho do Porto, o copo tem de ser bem escolhido, ser propício à bebida. As pessoas que estão atrás do balcão têm uma formação constante. O objectivo é servir bem servido, não na parte do despacha”, afiança Gil.

Gin e arte

Com preços acessíveis a todas as carteiras, a grande aposta do Serrote vai ser feita nos gins. “Temos 16 gins diferentes, todos aromatizados de forma diferente”, revelou Gil. “Temos também uma sangria de espumante e uma sangria rosé que é servida e feita em frente ao cliente”, afirmou o gerente.

No resto dos cocktails, a margarita vai ser uma das bebidas com mais saída. “É muito normal lá fora mas aqui em Portugal nem tanto e achamos que é uma bebida bastante agradável”, adianta Gil.

Para além de funcionar como bar, o Serrote também trabalha como galeria de arte. A parede da direita exibe e vende quadros de jovens artistas portugueses. “Todos os meses vamos tentar por uma exposição diferente, ou de pintura, ou de fotografia”, afirma Gil, adiantando que têm chegado a estes artistas através “de contactos de amigos e depois pelo passa a palavra”.

O bar tem tido uma boa adesão e José e Gil acreditam que vai ser um negócio rentável.