Image de No Frida coma “como se come em casa no México”

Fotos: Ana Luísa Gomes

Imagem de No Frida coma “como se come em casa no México”
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24 Out 2014, 11:58

Texto de Sara Tavares

Comes & Bebes

No Frida coma “como se come em casa no México”

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O restaurante Frida dá a conhecer na Invicta alguns dos mais conceituados pratos típicos do México. Abriu na Primavera e fica na Rua Adolfo Casais Monteiro, 135.

João Marques é natural do Porto e Soledad Calvillo nasceu no México, conheceram-se na Polónia em Erasmus e reencontraram-se mais tarde no México, quando João foi trabalhar para o país. Acabaram por casar e hoje têm um projecto que junta as origens de ambos. O casal é dono do Frida Cocina Mestiza, um restaurante de cozinha mexicana que abriu em Abril deste ano.

João e Soledad fizeram uma viagem pela América Latina numa carrinha “pão de forma” apelidada Amália-Frida, que os levou a conhecer novas gentes, novos lugares, outros costumes e sabores do continente sul-americano.

Chegaram a Portugal em Novembro de 2013, há quase um ano portanto, e na Primavera abriram o Frida, “com poupanças e muita vontade”, disse João Marques à Praça.

Soledad Calvillo é a chefe de cozinha e lidera uma equipa de cerca de 10 pessoas. “Aqui cozinhamos como se come em casa no México e as comidas são mesmo muito elaboradas”, explica.

Na ementa do Frida, que fica em pleno Quarteirão das Artes, João Marques elege o chile em nogada e o mole como “os 2 pratos mais marcantes”. “O mole leva 27 ingredientes e pode demorar até 3 dias para ser confeccionado”, esclarece. “É um molho que tem de ser feito por partes”, acrescenta Soledad.

Para beber, há os cocktails mais tradicionais do México: a piña colada, o mojito e a margarita, “uma bebida agridoce que leva lima, açúcar, tequila e laranja”, descreve João.

Por estes dias, o Frida terá um “altar” para celebrar um dia muito característico no México, o “Dia dos Mortos”. “É uma festa incrível, vamos tentar fazer um bocadinho do que se faz no México”, partilhou com a Praça Soledad.

“É muito diferente do que acontece aqui em Portugal. No México faz-se um altar às pessoas queridas que já faleceram, coloca-se lá algo que simboliza aquilo que eles gostavam, como uma bola se gostassem de futebol ou tabaco se gostassem de fumar, é uma espécie de honra”, esclarece João. “É estranho, mas diferente”, completa a esposa.

O casal está satisfeito com a adesão dos portuenses ao conceito. “Felizmente, tem vindo muita gente. E também sabemos que gostam porque regressam”, diz João. “E os que vêm depois trazem outras pessoas”, sublinha Soledad.

O Frida está aberto de quarta-feira a domingo, no período de almoço das 12h30 às 15h e ao jantar das 20h às 24h. O preço médio anda entre os 20 e os 30 euros por pessoa.