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13 Set 2017, 16:04

Texto de Redação, com Lusa

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Mercado da Beira-Rio abre com nova cara (e novas ofertas)

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O Mercado da Beira-Rio, Vila Nova de Gaia, reabriu esta quarta-feira ao público com o novo concessionário a estimar um volume de negócios de 3,5 milhões de euros e a câmara a falar em “combinação entre tradicional e modernidade”.

Em declarações à Agência Lusa, o presidente da Câmara de Gaia, Eduardo Vítor Rodrigues, confessou aguardar por esta reabertura com “gosto” por em causa estar “quase que um novo mercado” que reabre “depois de uma obra de reabilitação integral muito necessária”.

“A obra tem a particularidade de não só trazer modernidade à beira-rio mas compatibilizar essa modernidade com as lojas que já lá estavam de venda tradicional, nomeadamente produtos frescos e artesanato”, disse o autarca.

Eduardo Vítor Rodrigues recordou que aquele espaço estava, disse, “numa situação de rotura em termos de qualidade arquitetónica, qualidade de construção e até em termos de segurança”, pelo que foi assumido um “novo objetivo que culminou num novo modelo”.

“É um espaço privilegiado, não apenas para ser um mercado no sentido tradicional do termo mas, sem deixar de ter a sua função original, para ser um local de eventos culturais, musicais, expositivos, entre outras áreas”, referiu o presidente da autarquia gaiense.

Os responsáveis pela concessão – o Mercado Beira-Rio de Gaia passa a ser gerido pela Fachada Oceânica – falam em “polo de atração para comunidade local e turistas” e estimam um volume de negócios de cerca de 3,5 milhões de euros.

A Fachada Oceânica é uma empresa constituída pela construtora Lucios, especialista em reabilitação urbana, e pela Legível Puzzle, cujos sócios são a PEV Entertainment, promotor de eventos culturais como o Festival Marés Vivas, e pela Jocalu Higiene Industrial.

A concessão de exploração do espaço foi concedida pela Câmara de Gaia por 30 anos.

“A reabilitação do mercado foi infraestrutural mas o conjunto de pessoas e as atividades que estavam ficam incólumes. O objetivo é compatibilizar o tradicional com as marcas da moda, com oferta que capte um novo público para o mercado”, explicou Eduardo Vítor Rodrigues.

O “novo mercado” virado para o rio Douro e a conviver com um corredor de caves do Vinho do Porto, restaurantes e bares, completa este ano oito décadas de existência.

Às bancas de frutas, legumes e carnes, somam-se geladarias e pastelarias, entre outros negócios.

No total o mercado dispõe de uma área superior a 1000 metros quadrados e 47 espaços comerciais, dos quais 36 são lojas e 11 são bancas tradicionais de frescos.