13 Mai 2013, 10:31

Texto de Ana Isabel Pereira

Praça

Livros da Casa da Moeda com descontos gordos nas Galerias Lumière

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A Imprensa Nacional-Casa da Moeda acaba de abrir uma loja outlet nas Galerias Lumière, no Porto, onde disponibiliza as suas edições a preços muito atractivos.

Loja outlet da Casa da Moeda

Fotos: André Soares

A Imprensa Nacional-Casa da Moeda (INCM) acaba de abrir uma loja outlet nas Galerias Lumière, na baixa do Porto, onde disponibiliza as suas edições a preços muito atractivos.

Nos primeiros dias, venderam-se “imensos livros” e entrou muita gente na nova loja, onde os livros que amareleceram nas montras ou ficaram com a capa dobrada de uma queda têm uma segunda hipótese. Hipótese essa que também é dada àquelas publicações que já têm mais de 18 meses e que estavam a ganhar pó nos armazéns da Casa da Moeda!

“A principal razão é o serviço público que nós prestamos. Em vez de estarem no armazém, vêm para aqui”, explica à Praça Maria Deolinda Cardoso, responsável pela gestão das 2 lojas da INCM, a outlet da Rua José Falcão e a livraria ‘normal’, na Praça Gomes Teixeira, em frente à reitoria da Universidade do Porto.

“Temos uma grande percentagem de livros manuseados, que vão desde 50 cêntimos a 10 euros, e toda a colecção com mais de 18 meses tem 50% de desconto”, diz a responsável, sublinhando que, naturalmente, “a logística” de ter todos estes títulos num armazém “também tem custos”.

E na colecção da INCM, há “desde enciclopédias e dicionários até livros de filosofia, literatura, teatro, poesia ou design“, explica Maria Deolinda.

As publicações de design, por exemplo, são uma “aposta” recente da INCM, que ganhou mesmo um prémio – “Design de Capa” – no último Correntes d’ Escritas com a “Colecção D”.

“Tem tudo de ter mais de 18 meses. Se estiver estragado e tiver menos de 18 meses, não vem para aqui”, sublinha a responsável.

A metade do preço, há livros da colecção da INCM nesta livraria outlet que vão desde 1,25 euros,  como os títulos da colecção “O Essencial Sobre”, aos 240 euros, caso do título “Portugaliae Monumenta Cartográphica”. “São 6 volumes que só se vendem no conjunto e que pesam vinte e tal quilos, fora os mapas. Trazem uma pasta com imensos mapas muito bonitos”.

“Peregrinação”, de Fernão Mendes Pinto, custa, por exemplo, 75 euros. Já o “Dicionário Bibliográfico Português”, que “está a ser muito procurado” e inclui 25 volumes, custava 570 euros e agora fica por 285.

“Embora agora os dicionários estejam a cair em desuso, muitos dos nossos clientes são estudiosos e para eles os dicionários são essenciais”, refere Maria Deolinda Cardoso.

Outra “obra emblemática”, diz a responsável, é o livro “Monarquia Lusitana”. “Cada volume pode custar mais 30 euros e agora está a metade do preço”.

Vêm aí mais lojas outlet

“Houve uma primeira experiência em Lisboa, que durou pouco tempo porque o outlet foi instalado num edifício onde já tínhamos outro espaço. Fechou em Dezembro porque o edifício em causa era arrendado e a INCM decidiu deixar esse edifício, mas vai reabrir”, explica Maria Deolinda, que avança que “a empresa vai abrir mais lojas destas”.

“É uma maneira de não destruir livros e de os disponibilizar ao grande público a preços acessíveis”, justifica.

“Abrimos esta loja basicamente no espírito de serviço público, mas claro que a componente económica é muito importante para todos”, admite Maria Deolinda.

A loja outlet da Casa da Moeda abre de segunda a sexta-feira, das 9h às 18h.

  1. “Temos uma grande percentagem de livros manuseados, que vão desde 50 cêntimos a 10 euros, e toda a colecção com mais de 18 meses tem 50% de desconto”, diz a responsável, sublinhando que, naturalmente, “a logística” de ter todos estes títulos num armazém “também tem custos”.

  2. “Temos uma grande percentagem de livros manuseados, que vão desde 50 cêntimos a 10 euros, e toda a colecção com mais de 18 meses tem 50% de desconto”, diz a responsável, sublinhando que, naturalmente, “a logística” de ter todos estes títulos num armazém “também tem custos”.