11 Nov 2012, 16:15

Texto de Alexandra D. Marques

Comes & Bebes

Jura: Um paraíso de queijos e vinhos no interior da França

, , ,

Viajar até Jura é uma óptima oportunidade para passar férias e conhecer o interior de França da melhor forma possível — de barriga cheia. A Ryanair leva-nos lá.

Vinhas do Jura

As vinhas do Jura. Fotos: Alexandra D. Marques

Visitar França significa, quase sempre, visitar Paris. Mas o país não se resume à “Cidade da Luz”: há muito para conhecer nas suas demais regiões. A nova linha Porto-Dole da Ryanair abre as portas à região Centro-Este de França que faz fronteira com a Suíça: o Franco-Condado, mais precisamente, o departamento do Jura.

Jura é uma cadeia de montanhas que abrange a França (cobrindo essencialmente a região do Franco-Condado), a Suíça e a Alemanha. Para além de contar com grandes e variadas paisagens, a região é famosa pelo vinho amarelo, pelo queijo francês Comté e pelas pistas de esqui.

Os voos realizam-se 2 vezes por semana, às quintas e aos domingos. Em 3 dias bem organizados, pode-se ficar a conhecer o essencial e não só.

A linha Porto-Dole favorece tanto turistas, como moradores. Os emigrantes portugueses – quer em França, quer na Suíça e Alemanha – têm agora a possibilidade de viajar em low cost até Dole e daí partir para o local pretendido. Os turistas têm uma óptima oportunidade para passar férias e conhecer o interior de França da melhor forma possível — de barriga cheia.

Dole, o ponto de partida

A primeira paragem é Dole, cidade onde se localiza o aeroporto. Este, por sua vez, é pouco mais do que humilde: a entrada é o check-in e aqueles que aguardam os familiares e amigos esperam pelo avião através de uma vedação gradeada. O cenário é verde rural.

O monumento mais importante da cidade é a Collegialle Notre Dame, uma igreja gótica construída no século XVI, situada na parte antiga de Dole. Aqui, pode admirar-se um majestoso órgão do século XVIII e alguns artigos renascentistas.

Vinho amarelo   

Um dos grandes tesouros do Jura são os seus vinhos. A região orgulha-se dos seus vinhos tintos, brancos, do seu famoso vinho amarelo e do paciente vinho de palha. As castas Poulsard, Pinot Noir, Trousseau, Chardonnay e Savagnin fazem as delícias dos visitantes, mas é o vinho amarelo que mais os fascina.

O vinho amarelo é um dos vinhos mais misteriosos do mundo, especialmente por causa do processo pelo qual é conseguido. Depois da fermentação, este vinho é mantido em barris de carvalho durante 6 anos e 3 meses. Só depois de cumprido este tempo de espera é que pode ser considerado “vinho amarelo”.

Durante o seu envelhecimento, o vinho é coberto por uma película branca, que os franceses apelidam de flor e parte do volume de álcool evapora. Esta película protege o vinho da oxidação e priva-o do contacto com o ar. A parte evaporada é apelidada de “a parte dos anjos”, denominação que dá nome a uma cave de vinhos que é também uma casa de turismo rural familiar, em Pupillin.

A vinha Natal do vinho amarelo, que dá nome ao mais importante vinho amarelo e um dos melhores vinhos de França, é a Château-Chalon.

A Casa da Vaca que Ri e os queijos

A Casa da Vaca que Ri

A Casa da Vaca que Ri

De mãos dadas com o vinho amarelo, surge-nos o queijo francês Comté, o mais produzido em França de todos os queijos. O Comté é feito a partir do leite de vacas de raça Montbeliard e o seu sabor é suave e doce, embora continue a ser intenso.

A Casa da Vaca que Ri, em Lons de Saunier, não pode deixar de ser visitada. É uma casa-museu que nos faz percorrer a história da vaca vermelha mais conhecida de sempre.

Desde as primeiras embalagens dos famosos triângulos de queijo à arte contemporânea inspirada na vaca vermelha de brincos, há muito para ver e aprender.

O processo de fabrico destes pequenos triângulos (e, em França, não só em triângulos) que fazem as delícias de muitos portugueses pode ser conhecido através de vídeos expostos, na casa onde tudo nasceu.

Tudo isto e muito mais em 3 dias de pura satisfação, em que restaurantes como o Le Moulin des Ecorces, em Dole, e o Le Grappiot, em Arbois, o fazem viajar pelo mundo maravilhoso da enogastronomia e fundem os grandes vinhos do Jura com pratos requintados e saborosos, e muito Comté à mistura.

A Praça viajou a convite da Ryanair e do Turismo do Jura