27 Abr 2012, 15:50

Texto de Redacção, com Lusa

Praça

Jazz Stew põe o jazz na pista durante 14 horas

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O alter-ego do DJ Paulo Santos Rodrigo vai mostrar, este sábado, primeiro no centro comercial Península e depois no Café Au Lait, que o jazz também se pode dançar.

Café au Lait

Jazz Stew, o alter-ego do DJ Paulo Santos Rodrigo, apresenta-se no sábado, no Porto, primeiro no centro comercial Península e depois no Café Au Lait, durante cerca de 14 horas, para mostrar que o jazz também se pode dançar.

Paulo Santos Rodrigo rejeita “aqueles que gostam de jazz, mas desprezam o swing“, que “não concebem que o jazz também é para dançar”.

O “jazz português não é social, não pretende conversar com as pessoas, é um concerto de egos”, disse.

Por isso, vai buscar sonoridades ao jazz norte-americano, ao cool jazz, ao swing, aos “crooners” e mesmo ao funk para mostrar, na pista de dança, que “há outro jazz para ouvir e para dançar”.

O projecto Jazz Stew nasceu há 20 anos com Paulo Santos Rodrigo e Pedro Passos, com o nome Gettin’ Dizzy & Miles Away. Propunha a divulgação do jazz e a sua recuperação como momento de dança, orientando-o sempre para a pista de dança e associado a todas as suas descendências, como o hip-hop, o jungle ou o trip-hop.

As noites Gettin’ Dizzy & MIles Away aconteciam no Porto (Meia Cave) e em Lisboa (Incógnito), associando-se a artistas como Darin Papas, Boss AC, General D, DR.Sax, Cool Hipnoise, Blackout, Mind da Gap, com concertos ao vivo, além de colaborações com vários DJ como Chris Goss, Yen sung ou Rui Vargas. Em 1994, já só com Paulo Santos Rodrigo, passa a assumir a designação de Jazz Stew.

Preferindo o vinil ao digital, com a sua colecção de mais de 2.500 discos, Paulo Santos Rodrigo já actuou em espaços como Serralves, Casa da Música e no Festival Sonar.

No próximo sábado, durante a tarde no centro comercial Península e pela noite no bar Café Au Lait, quer passar a história do seu jazz cronologicamente, até para recordar que este estilo é feito de diferentes matrizes: “É preciso lembrar que o primeiro disco de jazz foi gravado por um italiano de New Orleans”.

De facto, Nick LaRocca, um saxofonista descendente de sicilianos, liderava a The Original Dixieland Jass Band, composta por músicos brancos que gravou, em 1917, aquele que é considerado o primeiro registo fonográfico de jazz, um disco intitulado “Livery Stable Blues”, que foi um sucesso instantâneo.