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Foto: Carlos Romão

26 Jan 2018, 21:27

Texto de Redação, com Lusa

Praça

Guia inédito mostra o melhor da arquitetura do Porto

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Um guia sobre a arquitetura do Porto, com mais de 200 exemplos de obras realizadas desde 1942, a partir do alvor da Expressão Moderna, na cidade, até projetos futuros, vai ser apresentado na próxima quinta-feira, na Câmara do Porto, às 19h00.

‘Guia de Arquitetura do Porto 1942-2017’ é o nome do livro, da Editora A+A Books, que faz “um levantamento de fundo, exaustivo, da Arquitetura Moderna até hoje”, que apresenta por zonas da cidade, e extravasa o município, incluindo também projetos dos concelhos vizinhos, como Matosinhos, Maia, Vila Nova de Gaia e Gondomar, segundo a editora, Maria Melo.

De acordo com a apresentação da obra, o guia entende assim “a cidade como o espraiamento mais denso a partir do seu centro histórico”, alargando-se à grande área urbana, através de 13 zonas bem definidas, “procurando simultaneamente agrupar os exemplos escolhidos” em zonas de “coerência arquitetónica/urbanística” ou com uma identidade própria, reconhecível, tendo em conta eixos históricos de desenvolvimento.

A escolha acompanha o Movimento Moderno no Porto, de 1942 até meados da década de 1960; a cidade entre o final do Estado Novo e o 25 de Abril – “das continuidades do Moderno e da sua Revisão Crítica até às operações SAAL”, o Serviço Ambulatório de Apoio Local, conduzindo ao final da década de 1970; a estabilidade democrática e a fase pós-moderna (“no sentido mais amplo e não confinada a uma perspetiva comunicante ou lúdica”), até meados dos anos de 1990; e, desde então, a “transição e abertura para o século XXI”, até ao dias de hoje.

Entre estes projetos mais recentes estão o Metro do Porto e as intervenções de requalificação da Baixa, no âmbito da Porto 2001, Capital Europeia da Cultura, que tiveram impacto em diferentes zonas do espaço urbano e marcaram transformações da cidade.

O ponto de partida deste guia é a Casa Joaquim Malheiro Pereira, de 1942, projeto de Alfredo Viana de Lima, primeiro arquiteto em Portugal, “a revelar uma muito direta influência de Le Corbusier”, anunciando “o nascimento de uma nova geração de arquitetos portugueses, a Moderna, em oposição à geração anterior, a Modernista”, como destaca a apresentação da obra.

E como uma cidade implica dinâmicas que se projetam no tempo por vir, o guia apresenta igualmente cinco projetos de arquitetura em marcha: o Programa de Qualificação Urbana da Circunvalação, o Mercado do Bolhão, o Matadouro de Campanhã, a Estação Intermodal de Campanhã e os Percursos Pedonais (ligações Palácio de Cristal, Miragaia, Virtudes).

O Hotel D. Henrique, o Silo-Auto, a Escola Secundária Soares dos Reis, a reabilitação de uma ilha de Campanhã, a sede portuense da União Elétrica Portuguesa, a ponte de S. João, a reabilitação do Palácio do Freixo, as faculdades de Engenharia e Economia, o complexo habitacional Quinta das Sedas, o Terminal de Cruzeiros de Leixões, as reabilitações do Rivoli e da Casa das Artes, a Casa da Arquitetura, a Casa de Chá da Boa Nova, a Estação de Tratamento de Águas do Lever, a Capela de São José e o edifício Garagem Ouro são algumas das obras presentes no guia.

O livro, que conta com a Fundação EDP como mecenas exclusivo, tem o apoio da Câmara do Porto, da Ordem dos Arquitetos e da Fundação Marques da Silva.

Segundo a editora, esta obra foi considerada de manifesto interesse cultural pelo Ministério da Cultura.