13 Abr 2012, 10:40

Texto de Pedro Rios

Praça

Para onde vão os discos de que deixámos de gostar?

O primeiro Gira-Discos é este sábado e quer pôr quem gosta muito de música a trocar discos (e não só) com quem também gosta muito de música.

Nelson Gomes

"É uma ideia comunitária", diz Nelson Gomes. Foto: Pedro Rios

“O que é que acontece aos discos de que deixámos de gostar? Para onde vão? Haverá um céu para discos que estão mortos para nós? Ou vão todos para um disco-inferno?”

As questões do texto de apresentação do Gira-Discos não têm resposta óbvia, mas é possível que o mercado dê umas pistas. O primeiro Gira-Discos é este sábado, na Matéria Prima, no Porto, e quer pôr quem gosta muito de música a trocar discos (e não só) com quem também gosta muito de música.

A ideia surgiu em conversas entre Nelson Gomes (DJ enquanto hang_the_dj) e Paulo Vinhas, dono da Matéria Prima, loja de discos da Rua da Picaria.

“Conhecemos muita gente que usa vinil e que tem excedentes”, conta Nelson Gomes. Gente como eles, Gomes e Vinhas.

Da ideia original de organizar um mercado de troca e venda de discos de vinil, o conceito evoluiu para algo mais amplo onde cabem também CDs, cassetes (e respectivos leitores), instrumentos musicais e mais qualquer coisa, desde que relacionada com música.

O conceito é simples: “o que já não serve para ti serve para mim”, enuncia Nelson. “É uma ideia comunitária” e que deve ter próximos capítulos, no Porto e em Lisboa (onde a Matéria Prima também tem uma loja).

Nelson, 39 anos, é um viciado em discos – estima ter quase 2 mil, só em vinil. De dia é redactor publicitário, em algumas noites é DJ em espaços do Porto, como o Café Au Lait e o Passos Manuel.

Das 15h às 20h, para além das bancas de discos, haverá cerveja artesanal portuense e, claro, DJs.