29 Nov 2012, 18:37

Texto de Ana Isabel Pereira

Coisas

Nova vida para as Galerias Lumière

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Os últimos lojistas do centro comercial da baixa promovem, até dia 8 de Dezembro, a 1.ª Feira das Galerias Lumière. A ideia é que o evento se repita mensalmente.

Galerias Lumière

As Galerias Lumière foram inauguradas na década de 1980. Fotos: DR

Longe vão os dias – e as noites; se passou por lá a dar um pezinho de dança à noite, sabe do que estamos a falar – em que as Galerias Lumière, na baixa do Porto, pareciam ter ganho uma nova vida, prenunciando um futuro risonho para o centro comercial inaugurado na década de 1980.

O espaço, com entradas pelas ruas José Falcão e das Oliveiras, voltou a definhar e aos poucos viu irem embora aqueles que a movida tinha entusiasmado e também os outros, os que já ocupavam lojas há anos. Há 15 dias, mais um lojista deixou o Lumière e agora contam-se pelos dedos de uma mão os que ficaram, mas a quem a expressão “poucos, mas bons” serve como uma luva.

Os lojistas promovem, a partir desta sexta e até dia 8 de Dezembro, a 1.ª Feira das Galerias Lumière, que reunirá de segunda a sábado (das 10h às 20h) 50 vendedores de livros, artesanato – tradicional e urbano –, discos, artigos de papelaria e até produtos gourmet.

“A proposta é fazer uma espécie de bazar com negócios muito diversificados. Em tempos, já houve aqui uma feira mas era só de antiguidades. E achamos que esta feira vai ser muito importante para a reanimação deste centro [comercial]. Estas pessoas que aí vêm se calhar ainda se interessam por alugar as lojas”, diz à Praça Dina Ferreira da Silva, dona da livraria Poetria.

No último sábado do evento, haverá animação a pensar nos mais novos e música ao vivo.

O facto de a maioria das lojas estar vazia tem afectado as vendas dos 3 negócios que subsistem no shopping – a Poetria, a florista Flores & Arte e a Recines, uma loja de tinteiros, toners e reciclagem de consumíveis informáticos

“As pessoas fazem disto uma mera passagem”, diz a Dina Silva que, aos, 69 anos, vive com “o espectro do fecho da livraria sobre a cabeça”.

Dina, que já dinamiza eventos culturais mensalmente nas áreas da poesia e teatro, espera que esta feira possa repetir-se uma vez por mês e traga uma nova vida às Galerias Lumière. “Se isto estiver tudo cheio de lojas, com negócios variados, é bom para todos”, sublinha.