22 Abr 2011, 13:49

Texto de Ana Isabel Pereira

Praça

Galeria de graffiti na Fábrica Social

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O Visual Street Performance foi há um ano. O resultado, conhecido de poucos, é uma galeria aberta de street art, com trabalhos de graffiti de HBSR, Hium, Klit, Mars, Vhils, Youth One, dos portuenses Caos, Oker e Mr Dheo e dos londrinos Best&Ever.

Fábrica Social Visual Street Performance 2010

O graffiti de Vhils que aparece no teledisco dos Orelha Negra. Foto: AIP

Não é coisa que muita gente saiba – quem está no meio sabe, claro –, mas o espaço da Fábrica Social – Fundação José Rodrigues encerra uma galeria aberta e, podemos dizer, ao ar livre (já que os graffiti estão num antigo edifício devoluto e parcialmente destruído).

Foi precisamente há um ano que a fundação do escultor português acolheu o Visual Street Performance, um evento que juntou writers de todo o país para pintarem street art ao vivo.

A arte ficou e poucos sabem que nas traseiras do edifício que acolhe o ateliê do mestre José Rodrigues, se encontram trabalhos de graffiti de HBSR, Hium, Klit, Mars, Vhils, Youth One, dos portuenses Caos, Oker e Mr. Dheo e dos londrinos Best&Ever.

Fábrica Social Visual Street Performance 2010 Caos

Um graffiti de Caos. Foto: AIP

O graffiti de um rosto feminino pintado pelo artista Vhils não é tão desconhecido assim, uma vez que é “protagonista” do teledisco do tema “M.I.R.I.A.M.”, dos Orelha Negra. Vhils fez um trabalho incrível e, com recurso uma técnica nova, esculpiu a sua arte nos muros.

Vhils é Alexandre Farto, artista de rua que já saltou fronteiras. Em 2009, inaugurou a primeira exposição individual em Londres, na galeria Lazarides, que representa nomes maiores do graffiti como Banksy, Invader e David Choe.

De Caos – também conhecido por Miguel Januário, o autor, portuense, da recente performance do “golfista” que deu uma tacada num pão frente à Assembleia da República –, é possível ver um graffiti que “aproveita” a fachada de um dos edifícios do conjunto devoluto que, em tempos recebeu os balcões de trabalho, da confecção de chapéus Real Fábrica Social (1846-1914) e da Topim, fábrica de têxteis que fechou em 1976 e foi a última inquilina da “Fábrica” antes de José Rodrigues instalar aqui a sua oficina.

Fábrica Social Visual Street Performance 2010 Mr. Dheo

Um trabalho de Mr. Dheo. Foto: AIP

Mr. Dheo (de quem falámos há pouco tempo) assina um dos graffiti mais espaçosos, o rosto de um jovem, com uma mão que parece cala-lo e asas, que fica sobre pátio do esqueleto do imóvel que recebeu o maior evento de street art que se realiza em Portugal.

Falta dizer que a Fábrica Social está aberta de quarta a sexta, das 15h às 19h (e ao sábado, quando há visitas marcadas).

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