12 Abr 2012, 19:50

Texto de Alexandra D. Marques

Comes & Bebes

A Flor D’Açafrão “tem caril do bom”

A Flor D’Açafrão é uma loja de especiarias que fica no Centro Comercial Bombarda. Faz um ano e a festa dura a semana inteira, com workshops e descontos.

Flor D'Açafrão

Fotografia: Alexandra D. Marques

Se é daquelas pessoas que gosta de especiarias raras e quando chega aos supermercados fica amuado por não encontrar o frasquinho especial, esta loja é para si.

A Flor D’Açafrão abriu há um ano no Centro Comercial Bombarda (CCB) e dedica-se à venda de especiarias raras e de qualidade. Em semana de aniversário há vários workshops gratuitos e descontos.

Segunda-feira, se passar por lá às 18h30 tem direito a fatia de bolo e a champanhe. Terça e quarta são dias de desconto nos incensos e nas especiarias, respectivamente. Durante a semana, não perca ainda estes workshops: um para graúdos aprenderem a fazer Chai indiano – uma espécie de chá feito com especiarias – (quinta-feira), outro para os mais pequenos se divertirem a fazer “Arte com Especiarias” (sexta-feira).

A programação conta também com um concerto, provas de degustação e uma aula de ioga.

Do cardamomo à pimenta rosa

Paulo Pereira Ratanji é de origem indiana e abriu a loja com a sua esposa, Cristina Pereira Ratanji, numa tentativa de dar a volta ao desemprego e colmatar a necessidade que sentia em encontrar certas especiarias. A sua formação é em Engenharia Civil, uma área que considera estar “muito complicada em Portugal”.

A loja dedica-se à venda de produtos típicos da gastronomia indiana, como cardamomo, o açafrão-das-índias e anis-estrela. Contudo, também vende especiarias de outras cozinhas. “As pessoas também vêm à procura de pimenta-rosa, de zimbro, alcaravia e sabem que aqui conseguem encontrar isso com bastante facilidade” afirma.

A especiaria mais procurada é o caril. “As pessoas chegam e dizem quase sempre a famosa frase ‘eu quero caril do bom’”, diz o proprietário.

“Temos de nos mexer e ser dinâmicos”

A loja começou por fazer parte do projecto Bidonville do CCB, que consiste em albergar lojas em estruturas de madeira no centro comercial a rendas inferiores. “Nós começamos num espaço desses porque a renda era mais barata e porque não havia tanto compromisso se algo corresse mal, em termos de prejuízo. Felizmente correu bem e agora estamos numa loja”, alegra-se.

Esta celebração dinâmica pretende atrair mais clientes. “Se nós nos queremos mostrar ao mundo, temos de nos mexer e ser dinâmicos. Temos de ser jovens na nossa mentalidade para atrair as pessoas”, afirma.

Para além da possibilidade de fazer mais negócio, Paulo Pereira Ratanji vê nesta semana de aniversário também uma oportunidade de dar a conhecer as especiarias e cultivar o interesse por esta “ciência” (é assim que lhe chama o comerciante). “É algo que me dá bastante gosto e com o qual eu fico muito entusiasmado: o dar a conhecer às pessoas aquilo que eu conheço desde pequeno”, acrescenta.