16 Ago 2011, 21:37

Texto de Pedro Rios

Praça

À procura do fado vadio que só podia nascer no Porto

, ,

Agosto é mês de muitas coisas (não precisamos de dizer quais, não é?), mas também pode ser mês de fado. Há um ciclo de fado vadio no Porto para o provar.

Inauguração da Casa da Mariquinhas Fado ao vivo

Foto: DR

Agosto é mês de muitas coisas (não precisamos de dizer quais, não é?), mas também pode ser mês de fado. É o que pensa o Maus Hábitos, que organiza um ciclo de fado vadio em vários espaços do Porto.

O ciclo, que tem a próxima data já marcada (esta quarta-feira, no Piolho, às 17h, com entrada livre), é parte de um projecto maior, integrado no programa Manobras do Porto, que pretende ajudar a que apareçam novos fados com carácter local – ou seja, fados que só poderiam surgir no Porto.

O objectivo é “referenciar o que se faz e o que se fez” e, ao mesmo tempo, criar “novos fados” que tenham dentro de si os “mitos” e as “histórias” da cidade, explica Daniel Pires, do Maus Hábitos. “Não queremos escapar à condição lisboeta do fado, mas chegar à conclusão que existe um fado com as histórias do Porto”.

A ambição é “potenciar o aparecimento de mais histórias e possivelmente de novos cantores”, diz Daniel.

Para além dos espectáculos de fado vadio (os próximos são dia 20, no Grupo Musical de Miragaia, e 27, no Restaurante Irmãos Linos), há sessões de escrita criativa (amanhã e dias 17, 24, 31 de Agosto e 7 de Setembro, às 21h30, no Maus Hábitos) das quais vão nascer poemas, que serão apresentados à cidade em 4 concertos na última semana de Setembro.

Aproveite e conheça o nosso roteiro do fado no Porto