30 Abr 2011, 16:11

Texto de Redação, com Lusa

Praça

Diz que é uma espécie de campeonato da Europa do hip-hop

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É uma espécie de campeonato da Europa, não de futebol, mas de hip-hop, que este fim-de-semana traz ao Porto cerca de 600 bailarinos de 40 nacionalidades diferentes para a Eurobattle 2011.

É uma espécie de campeonato da Europa, não de futebol, mas de hip-hop, que este fim-de-semana traz ao Porto cerca de 600 bailarinos de 40 nacionalidades diferentes para a Eurobattle 2011.

Proibido é estar parado. Qualquer metro quadrado é suficiente para treinar. Há pés a voar à altura das cabeças dos que passam, mãos a limpar o chão. Anormal é estar em posição vertical. O balanço sente-se em todo lado do CACE Cultural do Porto e nem é preciso estar de olhos abertos. A música, debitada nas potentes colunas, faz mexer qualquer corpo mais estático.

“Este é um dos maiores eventos do mundo. Estão cá mais de 600 participantes a representarem 40 nacionalidades diferentes para disputarem batalhas de dança em puro freestyle“, afirma Max Oliveira, director artístico do evento e membro dos Momentum Crew.

Tal como no futebol ou em qualquer modalidade, o objectivo aqui é pontuar. O relvado é a pista, a bola o corpo humano, os árbitros são o júri internacional. A battle é jogada sem armas e ao som da música.

Max Oliveira explica tudinho: “As batalhas funcionam com um júri e duas equipas de cada lado que vão dançando alternadamente. Os dançarinos, sem conhecerem a música que o DJ está a passar, de forma improvisada, vão tentar provar que são os melhores. É como o futebol sem bola, neste caso é uma luta sem armas, sem tocar no adversário é lutar a dançar de uma forma digna e respeitosa”.

O Mourinho do hip-hop

Nesta sétima edição da Eurobattle são 5 os estilos em competição: bboying, bgirling, hip-hop new style, locking e popping.

Do bairro do Bronx, de Nova Iorque, Alien Ness traz toda a sua experiência nas diferentes modalidades e dá nome a um júri composto por elementos da Rússia, Coreia e França.

“Eu gosto de ver equipas com balanço, onde cada membro consegue ser multidisciplinar, manter o ritmo e não apresentar apenas um elemento particular na dança ou apenas um estilo. Gosto da musicalidade, da técnica, da agressividade, gosto do respeito”, afirmou o jurado nova-iorquino.

Alien Ness é uma espécie de José Mourinho do hip-hop. Vive da dança e tem um dívida para com ela: “hip-hop é a última hipótese que Deus nos dá para nós seguirmos um rumo. Foi o melhor que me podia ter acontecido”.

  1. Suelen Cardoso says:

    Boa tarde a todos da revista. Gostaria de pergunta se vocês sabem que este evento prejudicou muito os campeoes da elimitario do Brasil, não dando a chance a eles de estarem aí, pois o premio da eliminatória era as passagens de ida e volta Brasil – Portugal, para que eles tivessem a chance de participar de um campeonato mundial. Foram meninos que lutaram muito para conquistar o titulo de campeões nacionais e foram iludidos para EURO BATTLE que não cumpriu o regulamento. Gostaria muito que vocês pudessem me ajudar neste caso, pois não temos ninguem a recorrer. Poderiam entrar em contato com a gente no meu e-mail de cadastro abaixo por favor? Desde já o Brasil agradece a atenção.