9 Mai 2013, 19:29

Texto de Ana Isabel Pereira

Praça

Cinco razões para vir ao Primavera, pela icónica Les Inrockuptibles

O site da revista cultural francesa Les Inrockuptibles sugere que os seus leitores viajem até ao Porto no fim-de-semana de 30 de Maio a 1 de Junho.

Porto no site Les inRocks

Primeiro foi o jornal italiano Il Manifesto, agora é o Les inRocks quem convida os seus leitores a virem até ao Porto por ocasião do Optimus Primavera Sound.

“O Primavera instala-se em Portugal para uma segunda edição. De Barcelona para o Porto, um pequeno desvio de horizonte de um festival que se advinha bom como a Primavera”, começa assim o artigo da versão online da revista Les Inrockuptibles.

A publicação francesa, dedicada a cultura e cuja edição em papel remonta a 1986, destaca os cabeças-de-cartaz do Optimus Primavera Sound, um punhado de bandas a descobrir e os grupos musicais locais. E, como quarta e quinta razões para vir ao festival, diz: “O Porto está super” e “Aprender português”.

O site destaca na programação do festival o regresso dos britânicos Blur, o psicadelismo de Grizzly Bear, o compositor de música electrónica James Blake, “os magníficos” Local Natives, e “alguns gigantes” como Dinosaur Jr., My Bloody Valentine ou até mesmo Nick Cave & The Bad Seeds. “Ufa”, diz o Les inRocks, que elogia, para além da música, “o sol, a praia e as descobertas”.

A publicação recorda o “compromisso [do Primavera] com a descoberta” e recomenda ir ouvindo no leitor de MP3 o songwriter Daughn Gibson, os neo-punk de Metz, os selvagens Savages, os românticos Wild Nothing, o house de Julio Bashmore ou a música “de perder a razão” dos Headbirds.

Sobre o Porto, o Les inRocks chama a atenção “para os prazeres da boca e dos olhos”. A região, diz o site, é “rica em vinhas que produzem o renomado vinho do Porto vinho” e na cidade vale a pena provar a francesinha e as tripas à moda do Porto. “Para os olhos”, é sugerido um passeio no centro da cidade ou ao longo do rio Douro, uma visita à “impressionante Casa da Música” ou a travessia da “magnífica Ponte D. Luís”.

A música feita em Portugal tem destaque na forma de elogio ao som dos  Dear Telephone, dos Glockenwise, dos PAUS ou dos Memória de Peixe.

Finalmente, sobre a língua portuguesa, chama-se à atenção para o facto de, com Angola, Moçambique e Brasil entre as economias emergentes, “o nosso pequeno planeta começa a descobrir a importância de aprender a língua de Fernando Pessoa”.

O artigo do site Les inRocks termina ensinando aos leitores como dizer ou perguntar determinadas coisas em português, como “bom dia”, “se faz favor”, “obrigado(a)”, “uma cerveja” e “duas, três, quatro”… até “dez cervejas”, “estou perdido(a)”, “O Damon Albarn não envelheceu um bocado?” e “beijo”.

É tomar atenção a alguns dos franceses que vão andar por aí…

  1. Isabel says:

    Que tristeza estes jornalistas estrangeiros. O Porto não é mais do que a cidade das tripas e das francesinhas, ou o facto de ser uma “região rica em vinhas”. Que região ? O Porto é região de vinhas?? E depois a lingua portuguesa, é a “lingua de Fernando Pessoa”. Não encontraram mais nenhum lugar-comum? Já agora Marselha é a cidade da prostituição, dos assaltos e do sabão… enfim…

  2. José Nogueira says:

    É preferível ter referências elogiosas ao Porto nos media internacionais, ainda que baseados em clichés, como, aliás, acontece por esse mundo fora, que ajudam, e de que maneira, o turismo na Invicta, do que não ter, ou, pior ainda, sermos uma cidade e uma região ignorados pelos media nacionais sediados em Lisboa…