28 Jan 2012, 19:33

Texto de Ana Isabel Pereira

Comes & Bebes

Espumantes, champanhes e cocktails no Largo de Mompilher

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A Champanheria da Baixa aposta nos espumantes e nos champanhes, mas também serve cocktails, vinho a copo e comida. Tudo num ambiente sem ‘tiques’ e acolhedor.

Está a ver aquela loja de móveis ao cimo da Rua da Picaria, do lado esquerdo, já no Largo de Mompilher? Pois, já era. E, no seu lugar, abriu esta sexta-feira a Champanheria da Baixa, um bar que aposta nos espumantes e nos champanhes, mas que também serve cocktails, vinho a copo e comida. Tudo num ambiente descontraído, sem “tiques” e acolhedor.

É a primeira vez que Rui Botelho, gestor, de 42 anos, e Bruno Gomes, designer gráfico, de 30, têm um negócio na área da restauração, mas o espaço que abriram na esquina da Rua da Picaria com o Largo Mompilher “é uma aposta a 100%”.

Bruno sempre gostou de cozinhar, embora até agora só o fizesse para amigos, e estava “cansado de estar em frente ao computador o dia inteiro”, contou à Praça.

Os 2 sócios acompanhavam a animação nocturna que a baixa do Porto conhece actualmente desde os seus primórdios, com o aparecimento de projectos como a Casa do Livro e o Café Au Lait, e achavam que “faltava algo mais europeu, embora com a traça da cidade”, conta Bruno.

Uma champanheria “é um conceito que já existe em várias cidades europeias”, sublinha o designer, habituado a desenhar o grafismo e a imagem de outros projectos na área da restauração e da diversão nocturna.

Comes e bebes

Na carta de bebidas, há espumantes portugueses — Filipa Pato, Vértice, Terras do Demo e Real Senhor — e franceses. Os champanhes vêm todos de França. Ambos podem ser servidos a copo ou, neste caso, flûte. Uma flûte de Veuve Ambal custa 1,9 euros, enquanto que uma do champanhe Ruinart custa 9. Há alguns vinhos na carta, sendo que a copo é possível pedir Diálogo, branco ou tinto (2,5 euros).

Se estiver numa de beber só um fino ou um café, não tem por que ficar à porta. A cerveja custa entre 1 e 1,8 euros e o café 80 cêntimos.

Entre os cocktails, destaque para as sangrias de espumante, que são feitas à base de frutos vermelhos e que foram um sucesso na noite de abertura da Champanheria da Baixa, e o Kirk Royal com um twist de autor — em vez da tradicional cereja em calda, leva 2 morangos.

“Temos bom mas a preços bons. E mesmo os espumantes são vendidos a um preço muito bom”, sublinha Rui, explicando que as marcas se interessaram por este “conceito inovador” e que nem foi preciso recorrer à mediação de empresas de distribuição.

A Champanheria da Baixa não é um restaurante, como fazem questão de sublinhar os responsáveis, mas serve comida. Na carta, há tapas, entradas, pratos quentes — como a torre de bacalhau (8,5 euros), o salmão braseado (9,5 euros) ou o franguinho recheado (7,5 euros) — e sobremesas.

A localização era tudo

Rui e Bruno estavam determinados a abrir a champanheria no Largo de Mompilher e, para o conseguir, chegaram mesmo a acordo com o negócio dos móveis que ocupava anteriormente o imóvel. A loja não fechou, apenas se mudou para a Rua da Picaria, alguns metros mais abaixo, deixando a antiga morada livre para o novo bar.

“Queríamos este largo. É baixa, mas está a ficar uma coisa muito consistente. Durante a semana, também tem gente. Não é de picos, como a zona ‘das galerias’ [Rua Galeria de Paris], por exemplo”, explica Rui Botelho.

O espaço, que tinha “alcatifa nas paredes” e “chão de plástico” foi intervencionado segundo a visão de Pedro Lima, do gabinete de arquitectura Central Arquitectos. O objectivo — cumprido, como atestou a Praça — era recuperar a traça original de um imóvel como aquele em que se encontra a Champanheria da Baixa.

Embora por estes dias esteja a abrir às 12h, o horário da champanheria é o seguinte: das 10h às 0h30, de segunda a quinta, e das 10h às 2h, à sexta e ao sábado. Para breve, está a abertura de uma esplanada no largo.