28 Jan 2011, 12:37

Texto de Ana Isabel Pereira

Praça

Casa da Baixa: ateliê de design, alojamento turístico e agora bar

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O dono adquiriu o edifício em 2004 e começou por instalar ali o seu escritório. Depois, ficaram concluídos os dois apartamentos para alugar. Em 2011, surge o café-bar no rés-do-chão. Num ambiente acolhedor, é possível almoçar uma baguete com nome de gente, beber um copo de vinho e comer umas tapas ao final da tarde ou beber uma caipirinha à noite.

No último mês, abriu na Rua de Santa Teresa, 4 (entre as ruas de Aviz e José Falcão) um bar simpático e acolhedor onde é possível almoçar uma baguete com nome de gente, beber um copo de vinho e comer umas tapas ao final da tarde ou beber uma caipirinha à noite.

É possível que já tenha passado pelo Casa da Baixa e que tenha parado (ou até mesmo entrado), atraído pelo design moderno e despretensioso do espaço. O que não sabe é que o bar é apenas a ponta do icebergue de um exemplo interessante de reabilitação urbana.

O designer Luís Miguel Soares, que se estreia agora na área da restauração e bares – o projecto está até a ser acompanhado pelo programa Formação PME da Associação Empresarial de Portugal –, já fez a “aposta baixa em 2004”, adquirindo o edifício.

“Em 2006, ficou pronto, instalámos o nosso escritório de design [LMS Design] no 1º andar e começámos a explorar o arrendamento dos 2 apartamentos que fizemos no 2º andar. Recentemente, destinámos os apartamentos ao arrendamento de curta duração, respondendo à crescente procura deste tipo de alojamento”, contou à Praça.

Ora, o café-bar no rés-do-chão, para além de surgir na sequência do “movimento de crescimento e consolidação” deste segmento de negócio na zona dos Clérigos, acontece como complemento desse projecto mais vasto. “Vem também dar apoio e visibilidade aos apartamentos, tornando mais atractiva esta oferta”, refere Luís Miguel.

O projecto da Casa da Baixa, da responsabilidade da LMS Design, aproveitou os equipamentos do café que existia antes no rés-do-chão. “Tudo o resto foi remodelado”, conta Luís Miguel.

O balcão, que já existia, “foi redimensionado, libertando mais espaço para o cliente o que permitiu criar um pequeno balcão virado para a rua”. E os espelhos pretendem dar uma “maior sensação de espaço”. As portadas que vemos na parede são mesmo antigas, foram aproveitadas da recuperação do edifício e “marcam a identidade do espaço”.

As obras demoraram cerca de 3 meses e esta foi só a primeira fase. No futuro, a área do bar vai ser alargada às divisões de trás do edifício.

Conceito muda conforma a hora do dia

Durante o dia, há baguetes em pão branco ou de sementes com nomes que invocam personagens tripeiras como a “Chico Fininho” (presunto, queijo emental, tomate e oregãos) ou a “Rosa do Bolhão” (queijo fresco, tomate e azeite), pastéis de nata, croissants, éclairs miniatura e bolas com chantili e folhados doces e salgados.

À hora do almoço, há sopa e saladas. Ao final do dia, há pratinhos com aperitivos e tapas já prontas a partir de 1 € para acompanhar o vinho a copo. Há ainda pratos com patê, compota e tostas para quem prefere preparar os próprios canapés.

A seguir ao jantar, o ambiente é acolhedor para dois dedos de conversa, um café e o primeiro copo da noite.

A música vai dos sons suaves do jazz, R&B, soul e lounge às batidas mais marcadas da pop, electrónica e algum rock. “O volume aumenta com o evoluir da noite, mas sempre dentro de um limite em que se possa conversar”, garante o dono do Casa da Baixa.