18 Mai 2012, 16:31

Texto de Maria João Brum

Praça

Em “A Preto e Branco”, Carlos dos Reis recusa a cor

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Em “A Preto e Branco”, Carlos Reis recusa a cor e as figuras para abraçar a ausência de cor e o abstracto. A evolução é evidente, à medida que as telas revelam apontamentos de cor e outros traços, como impressões humanas e símbolos positivos.

Tela de Carlos Reis

Uma das telas de "A Preto e Branco", sem título. Foto: DR

Carlos dos Reis, artista plástico, “exuberante da cor” admitido, foi sempre conhecido pelo seu trabalho com cor e figuras: em “A Preto e Branco”, o autor recusa ambas, numa obra que marca a evolução de 5 anos, iniciado com um momento conturbado da sua vida pessoal, em 2006.

A exposição de pintura e desenho, patente na galeria Porto Oriental, está dividida por fases, desde o momento inicial em que Carlos dos Reis, como um desabafo, recusa quase por completo a cor.

As telas revelam uma fase abstracta, “mais celebrada”, em que o artista se mostra “perfeitamente desorientado”, admite à Praça.

O fio condutor de “A Preto e Branco” é evidente, a evolução assume-se positiva, através da simbologia e de traços humanos, como a impressão da própria mão do autor e o aparecimento de progressivos apontamentos de cor.

Os materiais, como fios de cobre, prata (proveniente de pacotes de leite queimados), purpurinas e tinta-da-china, ajudam a transmitir esse efeito.

Para Carlos dos Reis, o branco proeminente nas paredes da galeria foi o ambiente perfeito para a exposição, complementando até de certa forma a obra em si.

“A Preto e Branco” está patente na galeria Porto Oriental, Rua Barros Lima, 851, até 30 de Junho.