2 Set 2012, 12:58

Texto de Ana Isabel Pereira

Praça

Uma aventura para rir do princípio ao fim

É difícil apontar a cena mais hilariante do terceiro e último filme da saga de Tone, Rato, Culatra e Bino. ”Balas & Bolinhos – O Último Capítulo” estreia-se sábado em todo o país.

Cartaz Balas e Bolinhos 3

Imagem: DR

É difícil apontar a cena mais hilariante do terceiro e último filme da saga de Tone, Rato, Culatra e Bino, mas o que a Praça, que esteve na antestreia de “Balas & Bolinhos – O Último Capítulo”, pode garantir é que é um filme que não deixa ninguém indiferente e põe toda a gente a rir.

O filme, com estreia marcada para a próxima quinta, dia 6 de Setembro, e estará em exibição em cerca de 40 salas por todo o país, com distribuição da Lusomundo – desta vez, há 42 cópias e não apenas 7, como no segundo episódio –, começa “algures na China” – houve filmagens no Vietname – e evoca cenas de grandes sagas de acção, como Missão Impossível ou James Bond.

A famosa quadrilha do cinema português segue as pistas de uma mala com muito dinheiro e, pelo caminho, enfurece índios, polícias, ciganos e chineses.

Tone (Luís Ismael) passou uma temporada na China e virou “artista” marcial. Culatra (JD Duarte) faz-se passar por médico de clínica geral. Rato (Jorge Neto) é cantor pimba – no filme, faz a primeira parte de um concerto de Toy – e Bino (João Pires), bem, ninguém sabe.

A abertura de “O Último Capítulo” é uma afirmação e põe logo os pontos nos “is”: esta é uma longa-metragem com alta qualidade técnica, ao nível do som e da imagem, ou não tivesse reunido uma equipa de 40 profissionais das mais diversas áreas do cinema e áreas de suporte, com anos de experiência e que recorreram às mais modernas tecnologias.

Quando, há, 12 anos, a “quadrilha” realizou e produziu o primeiro  “Balas & Bolinhos” sem recursos e sem financiamento, Luís Ismael não imaginava que o filme se tornaria um fenómeno de culto. “Nunca imaginei”, confessa à Praça o realizador e actor que, “à boleia” do Balas, criou, com JD Duarte, a produtora Lightbox.

“Eu só queria fazer cinema. Descobri que poderia ser reconhecido na rua quando o filme [“Balas & Bolinhos – O Regresso”] passou no cinema”, conta.

Elenco de luxo

Jorge Neto e JD Duarte são particularmente engraçados e a cena do cofre – que mostra Neto na versão “Balas” de Tom Cruise – é muito, mas mesmo muito, engraçada. Porquê? Bem, não queremos estragar-lhe a surpresa, por isso, vai ter de acreditar na nossa palavra.

Também não lhe vamos dizer por que é que a “travessia no deserto” de Tone, Rato e Culatra – filmada em Resende –, depois de os 3 escaparem à morte às mãos do vilão Tito (o veterano Carlos Paulo), é hilariante. Tem que ver com superação e… sede. E mais não dizemos.

Para além do actor que deu voz a muitos dos desenhos animados da nossa infância, Ismael, JD Duarte, Jorge Neto e João Pires contaram com a ajuda de Octávio Matos, Francisco Menezes, Pedro Alves, Jel e o repetente Fernando Rocha. “Foram pessoas que convidamos para entrar no filme e, ao contrário do que se possa pensar, não tivemos nenhuma [resposta] negativa”, partilha Ismael.

E um actor de “Snatch”

Um orçamento de “cerca de 500 mil euros” permitiu trazer também para o projecto Jason Ninh Cao, actor vietnamita que tem no currículo filmes como “Snatch – Porcos e Diamantes” e “Blitz”, e construir de raiz cenários como o cemitério onde jaz a mamã de Tone, a sala do cofre ou o porão do barco.

“O cemitério, por exemplo, tivemos de criar de raiz porque não nos deixaram filmar em nenhuma cemitério”, conta Luís Ismael

“Como realizador, só quero que muitas pessoas vão ver o filme. Adorava que 10 milhões de portugueses fossem ao cinema porque estamos todos a precisar de rir”, diz à Praça Luís Ismael, acrescentando que, depois da estreia, “o filme é senhor dele próprio”.

Para a antestreia do filme, no Rivoli, no Porto, foram colocados à venda cerca de 150 bilhetes, a 15 euros, por se tratar de uma sessão especial, com direito a passadeira vermelha e projecções de luzes na Praça D. João I, que esgotaram em menos de 24 horas.