27 Out 2012, 12:42

Texto de Ana Isabel Pereira

Comes & Bebes

Prove, compre e aprenda a confeccionar. Tudo na Bagus

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A Bagus é uma loja onde é possível degustar os produtos que estão à venda e também é um espaço de workshops. É o mais recente negócio da Rua da Picaria.

Bagus

Na Bagus há produtos de todo o país

A Bagus é uma loja onde é possível degustar os produtos que estão à venda e também é um espaço de workshops. No mais recente negócio da Rua da Picaria – abriu a 28 de Setembro –, é possível aprender a cozinhar com o wok ou ficar a saber mais sobre vinhos, comprar vinho do Porto biológico ou lenços de senhora pintados à mão e lanchar uma torrada em broa do Sabugueiro, acompanhada de um chá também biológico.

Luísa Jesus é a responsável por este espaço multifacetado, cujo conceito a montra denuncia. Do passeio vê-se o acolhedor cantinho de degustação que esta portuense de 26 anos criou para que os clientes possam aproveitar a promoção da semana – por 2,5 euros, pode comer uma fatia de bola ou a tal torrada e beber um sumo ou chá biológico.

Luísa tem o curso técnico-profissional e trabalhou num banco até a crise a atirar para o desemprego. Foi então que frequentou pequenas formações em organização de eventos e se juntou à empresa da irmã de uma amiga para preparar alguns cursos. Mas, sem um espaço próprio, a despesa tornou-se muito pesada.

“Pensei em arranjar um espaço onde eu conseguisse organizar os workshops, na mesma com parceiros. Comecei a procurar um sítio no início do ano e a pensar no que poderia ter mais nesse espaço. Então optei por ter produtos que fosse usar nos workshops“, conta.

E Luísa não se refere só aos produtos alimentares: “Por exemplo, vou ter agora um workshop de cozinha com wok e vou ter aí as panelas à venda”.

Produtos de todo o país

Na Bagus, há produtos de todo o país. Ao invés de apostar na quantidade, Luísa Jesus quis ter produtos especiais e construiu um portefólio de produtos biológicos muito interessante: azeites, chás, bolachas, vinho do Porto – Fonseca e Romariz –, massas, arroz – o de vegetais e o aromatizado com açafrão são 2 exemplos –, flores comestíveis  (“não é fácil encontrar”) e compotas.

[caixa]Os próximos workshops são o de pizas, no dia 3 de Novembro, o de wok no dia 10 e o de vinhos a 17 do mesmo mês. O workshop de pizas é para os mais novos, dos 6 aos 12 anos, e custa 25 euros. É a um sábado, das 15h às 18h. O do wok custa 35 euros e é das 17h às 20h. O de vinhos fica por 20 euros e é no mesmo horário. As inscrições fecham com alguns dias de antecedência, verifique as datas no Facebook da Bagus[/caixa]

Entre os produtos tradicionais, há outros azeites e vinagres, doces e compotas, chocolates – as sardinhas de chocolate (na rede, na latinha ou na canastra) têm feito sucesso –, biscoitos, chás e infusões, massas, especiarias,  vinhos, queijos e enchidos. “Os enchidos são sobretudo de Mirandela, como as alheiras e o salpicão caseiros. O que vendo mais são as alheiras, 10 quilos por semana!”, diz Luísa. As massas da Toscana são o único produto estrangeiro.

Entre o artesanato – todo de artesãos pouco conhecidos, que Luísa encontrou através de uma pesquisa no Facebook –, há agendas forradas a tecido, pulseiras e outras peças de bijutaria, acessórios de moda em cortiça, lenços pintados à mão e peças decorativas. Em Novembro, a tempo de dar as boas-vindas ao frio, vão chegar os casacos e as pantufas de lã da Serra da Estrela.

Degustar

Voltemos ao sofá que fica na entrada. Para além da promoção da semana, há um “mini-menu” para degustar nesta zona, que inclui outras coisas para trincar e bebericar, como a fatia Bagus (pode ser bolo, pode ser quiche… pronto, é uma fatia do que a Luísa tiver no dia), por 2,5 euros, a mini-tábua de queijos ou enchidos (3,5 euros cada), os biscoitos ao quilo (o preço varia mediante o pratinho que pedir, ou antes, com os gramas), o chá (1,75 euros), o vinho a copo (em média, 2 euros) ou os sumos biológicos (1,5 euros).

O original sofá, feito com paletes de madeira, só dá para 2, mas ao fundo da loja há a área dos workshops onde cabe mais gente e onde uma mesa grande serve também para juntar as pessoas noutros eventos, como “pequenos lanches” e “jantares privados”. Tudo “por marcação” e com preço “sob consulta”, diz Luísa Jesus.

Provas todos os dias

Para além do cantinho de degustação e a área dos workshops, a loja tem um balcão com produtos em prova todos os dias. “Todos os dias, há compotas e chutneys em prova”.

Luísa desenhou e montou o mobiliário da loja. Com paletas de madeira que iam para o lixo criou a mesa dos workshops, as peças do cantinho de degustação e alguns dos expositores. A estante que ocupa uma das paredes do espaço e o móvel-frigorífico, esses, são feitos com caixas de vinho. “Mandei fazer vidros à medida e andei a lixar as paletes”.

A Bagus tem depois outros projectos, como as aulas de guitarra portuguesa e arraiolos – “só estou a aguardar as inscrições”, diz Luísa – e as exposições de artes plásticas – a empreendedora está a tentar integrar a Bagus no roteiro das galerias da Miguel Bombarda e quer participar nas Inaugurações Simultâneas.

Abre à segunda, das 14h30 às 20h, terça e quarta, das 11h às 20h, quinta e sexta, das 11h às 22h, e sábado, das 14h30 às 22h.