30 Mar 2012, 11:39

Texto de Ana Luísa Oliveira

Comes & Bebes

Aprendemos a fazer um folar tradicional e contamos-lhe tudo

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Na mesa da Páscoa não podem faltar as amêndoas, os ovos, o pão-de-ló e, claro, o tradicional folar. Se não quer abrir os cordões à bolsa, por que não fazer você mesmo as iguarias da quadra? Isabel Soares, chefe de Pastelaria da Escola de Hotelaria e Turismo do Porto, dá uma ajuda.

Folar transmontano

O folar transmontano é uma alternativa. Fotos: Ana Luísa Oliveira

Na mesa da Páscoa não podem faltar as amêndoas, os ovos, o pão-de-ló e, claro, o tradicional folar. Se não quer abrir os cordões à bolsa, por que não fazer você mesmo as iguarias da quadra?

Abrimos-lhe o apetite com a receita de um folar tradicional, que aprendemos à conversa com Isabel Soares, chefe de Pastelaria da Escola de Hotelaria e Turismo do Porto.

O folar não exige muito engenho, apenas alguma paciência (demora cerca de 2 horas e meia até estar pronto). Pode optar pelo tradicional, pelo transmontano (recheado com enchidos típicos da região) ou o de Cantanhede (a massa é igual ao tradicional, mas no meio é barrado com azeite e diverge na forma).

[caixa]Se é guloso, a Escola de Hotelaria e Turismo do Porto é o sítio ideal para provar e aprender a fazer pequenos pecados. A funcionar num edifício histórico da cidade, na antiga Escola de Artes Decorativas de Soares dos Reis, na Rua Firmeza, tem uma agenda farta de formações de cozinha abertas ao público. Isabel Soares sublinha a importância de a escola se abrir ao público, uma aposta que foi reforçada no início deste ano e tem dado frutos, a julgar pelas inscrições esgotadas nas formações. “É certo que cozinhar está na moda, mas a crise também obriga a pessoas terem que fazer e, além disso, apercebem-se que poupam mais”, afirma. Em breve, há workshops de doces conventuais (4 de Abril), doces de colher (10 de Abril) ou de finger food (17 de Abril). A agenda completa das formações pode ser no site da escola.[/caixa]

Isabel Soares explica que “cada região do país tem o seu folar típico. E esta é uma forma de dar a conhecer a cultura gastronómica portuguesa, para que não se percam as tradições da Páscoa”.

A Praça meteu o bedelho na cozinha da Escola de Hotelaria e espreitou o que a chefe está preparar para o workshop de doces de Páscoa, já esta segunda-feira. Folares com fartura, de vários tipos e tamanhos, amêndoas caramelizadas, ninho de Páscoa e muito mais. Se já está com água na boca, a má notícia é que já não poderá participar porque as inscrições estão esgotadas. No entanto, pode sempre seguir a receita do tradicional folar sugerida pela chefe.

Vai precisar dos seguintes ingredientes: 500 g de farinha, 125 gr de açúcar, 125 gr de manteiga, 4 ovos, 25 gr de fermento padeiro, 0,5 dl  de leite, raspa de limão e sal q.b. e 3 a 4 ovos cozidos.

Folar tradicional

O folar tradicional faz-se em 2 horas e meia.

Depois, é meter as mãos à massa. Peneire a farinha e dissolva o fermento padeiro no leite morno. Coloque, em seguida, a farinha num recipiente e junte todos os ingredientes no centro. Amasse muito bem até obter uma massa lisa e homogénea. Tape com película aderente e deixe levedar (duplica o seu volume).

Corte, depois, em pedaços de 400 gr cada e formar uma bola e deixe descansar 30 minutos. Deixe um pouco de massa embrulhada em película aderente para formar as tiras. Pincele com ovo batido com um pouco de leite e disponha os ovos no centro pressionando ligeiramente. Com a massa restante, forme as tiras e disponha sobre os ovos e depois uma outra em volta.

Pincele e leve ao forno, que deve ser pré- aquecido a 200º C. Não se distraia. Passados 15 minutos, é preciso baixar a temperatura do forno para 180º C para deixar cozer esta iguaria durante mais 10 minutos. Verifique a cozedura com um palito espetando-o no centro do doce, que deve sair da forma limpinho. Retire do forno, deixe arrefecer e emprate.

Não tem de quê!

  1. Cristina Ferra says:

    O seu comentário
    Sim, de facto a receita base é semelhante ao folar de Cantanhede. Sou natural de Cantanhede e agradeço o vosso reconhecimento ao Folar de Cantanhede que também é designado como “Bolo da Páscoa”. Gosto imenso de fazer esse bolo e recomendo que experimentem esta iguaria. Mais uma vez o meu agradecimento à Escola de Hotelaria e Turismo do Porto pela preocupação em manter a nossa tradição gastronómica. Cumprimentos.