31 Mar 2012, 14:43

Texto de Maria João Brum

Coisas

Para André Gandra, a moda de autor não tem que ser cara

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Quem disse que vestir peças de design tem que ser dispendioso? André Gandra, autor da colecção ”Vestir a Cidade”, diz que não.

André Gandra

André Gandra tem loja-ateliê na Rua do Rosário. Foto: Maria João Brum

Quem disse que vestir peças de design tem que ser dispendioso? André Gandra quer provar o contrário. O designer gráfico com formação em moda têxtil lançou este ano a sua primeira colecção.

Na sua loja-ateliê, no número 284 da Rua do Rosário, no Porto, André vende peças concebidas por ele, vestuário de outros autores e acessórios de moda: colares feitos à mão, pulseiras em madeira, cintos em cordão, lenços de seda…

Os preços começam nos 2 euros (é o caso dos cordões de sapato personalizados). E há descontos durante todo o ano.

Graças ao trabalho de grafismo e aos tecidos made in Portugal, não há 2 peças iguais. O objectivo é levar o conceito de moda “a toda a gente”, dos mais sofisticados aos mais casuais, e com preços para todo o tipo de carteiras.

“A roupa no Porto tem um custo mesmo caro”, constata André, cujo ateliê abriu portas em Maio de 2011.

A arte de “Vestir a Cidade”

André Gandra alia o design de comunicação ao gosto pela moda, com o objectivo de oferecer aos clientes “peças diferentes e acessíveis”.

Exemplo disso é o seu mais recente projecto, “Vestir a Cidade”, inspirado no Porto. A inspiração reflecte-se em estampagens da Torre dos Clérigos, das pontes e dos barcos rabelos.

A colecção destina-se, acima de tudo, aos turistas e que podem, desta forma, “levar um pedaço da cidade”, afirma o designer.

“Vestir a Cidade” é a primeira colecção em nome próprio de André Gandra, que já foi modelista em várias empresas.

Para André, a aposta no trabalho de modelação das peças é o mais importante no vestuário e é também aquilo que o diferencia de tantos outros: “A peça tem de adaptar-se às pessoas” e não o contrário.