26 Out 2012, 17:21

Texto de Redação, com Lusa

Praça

Ana Deus e Regina Guimarães mostram “Roupa Anterior”

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A poetisa Regina Guimarães e a cantora Ana Deus reuniram em disco mais de 10 anos de músicas em comum, numa edição de autor com o título de ”Roupa Anterior”.

Regina Guimarães e Ana Deus

Regina Guimarães e Ana Deus. Foto: DR

A poetisa Regina Guimarães e a cantora Ana Deus reuniram em disco mais de 10 anos de músicas em comum, numa edição de autor com o título de “Roupa Anterior”.

Esta “sociedade artística”, que ficou mais conhecida pela sua participação nos Três Triste Tigres, mas que continua a colaborar em projectos como os Osso Vaidoso, apresenta, esta sexta-feira o disco no espaço portuense Uma Certa Falta de Coerência, que ocupa o número 77 da Rua dos Caldeireiros.

As 2 autoras e Paulo Ansiães Monteiro, que ajudou à produção, estarão no Uma Certa Falta de Coerência para conversar e vender, a 10 euros, os 60 primeiros discos editados, esta sexta, a partir das 21h, e no sábado, entre as 16h e as 20h.

Com letras de Regina Guimarães e a voz de Ana Deus (que chegou a integrar os Ban) o disco, que também esteve para se chamar “Canções Perdidas”, reúne 13 temas que contaram com colaborações dos músicos Adolfo Luxúria Canibal, Alexandre Soares, Carlos Guedes, Celina Piedade, Gustavo Costa, Fernando Rodrigues, João Pedro Coimbra, Pedro Moura, Ricardo Serrano e Quico Serrano.

São músicas avulsas que foram feitas para filmes, para teatro, ou ainda outras, como diz Regina Guimarães, “que não chegaram a ser nada, mas que simplesmente a gente gosta”.

No disco, há gravações antigas e outras feitas para integrar o disco que “já era um projecto antigo”.

O encontro entre as 2 artistas, lembra Regina Guimarães, aconteceu em 1986, por causa de um filme de Saguenail, o seu companheiro.

“Havia uma cena em que uma pessoa tinha de lavar a louça e cantar ao mesmo tempo sem acompanhamento e, na altura, andámos à procura, à procura e o [Rui] Reininho disse-nos que conhecia uma pessoa fantástica que de certeza fazia isso muito bem”, conta.

Essa pessoa era Ana Deus. “E desde aí foi sempre a andar”.