26 Mar 2011, 11:37

Texto de Ana Isabel Pereira

Comes & Bebes

A segunda vida do Vila

, ,

Lembra-se do Villa Community? A coisa não correu bem com Jaime Gomes (Bazaar) e o espaço esmoreceu, mas, este sábado, abre um novo projecto naquela área enorme (1500 metros quadrados): o Club Vila Porto.

Inauguração do Club Vila Porto

O Club Vila Porto abriu no espaço do antigo Villa Community. Foto: AIP

Lembra-se do Villa Community? A coisa não correu bem com Jaime Gomes (Bazaar) e o espaço esmoreceu, mas, este sábado, abre um novo projecto naquela área enorme (1500 metros quadrados): o Club Vila Porto.

Sim, aquele espaço apresentado pela primeira vez aos portuenses por ocasião da festa 12 Horas no Coração da Baixa, em Junho de 2009.  O edifício do antigo Banco Pinto Magalhães, na Rua Dr. Magalhães Lemos, 109 (em frente à porta dos artistas do Rivoli), propriedade do Montepio, era um diamante em bruto – que não pedia muito corte – à espera de ser explorado.

As várias salas, todas espaçosas, com os seus pés-direitos absurdos e elementos anacrónicos que chegam com graça ao presente, como as colunas em ferro que agora ficam no meio da pista de dança e a escada em caracol que liga o rés-do-chão ao primeiro andar, fazem lembrar o ambiente de alguns clubes de Berlim, ditos “industriais” – com as entranhas à vista, vá.

O novo Vila, onde se mantêm o cabeleireiro XPressions e o estúdio de gravação de som háSom!, abre, para já, com duas áreas: a disco, no rés-do-chão, e o lounge, no primeiro andar.

O desafio para animar este generoso edifício foi lançado a “um grupo de pessoas que nunca estiveram ligadas à noite”, contou à Praça o gerente do Vila, Bruno Carvalho.

Ao invés de enveredarem pela produção pontual de eventos, os 4 sócios – são 4 e não sabemos mais – preferiram apostar numa abertura com regularidade.

Duck Sauce e Joy Division

A ideia é agradar a gregos e a troianos – e a coisa funciona, como pôde ver a Praça, esta sexta-feira, na inauguração para convidados.

Na área disco, o som é “mainstream, dentro da house music”, descreve Bruno. Confere, por lá ouvimos o divertido “Barbra Streisand” dos Duck Sauce. No lounge (no mesmo sítio do lounge do Villa), a coisa é mais ao gosto da malta mais velha – ou da malta nova com (boa) cultura musical. Pode contar com “Personal Jesus”, a versão dos Depeche Mode feita pelo senhor Marilyn Manson, mas também com “Love Will Tear Us Apart”, dos Joy Divison.

Na entrada do edifício, há alcatifa vermelha a tapar o chão de cimento que antes estava nu, mas o espaço do Vila está praticamente igual ao do antigo Villa – até as casas de banho (6!) e o bengaleiro estão no mesmo sítio . Com alguns retoques e nova pintura, o edifício do banco abre de cara lavada.

Para já, abre de quinta a sábado, das 23h às 5h. Não há entradas, o que é louvável, diga-se de passagem, mas há consumo mínimo: 5 euros. Saiba ainda que o fino e a água custam 3 euros e as bebidas brancas 5.

  1. Hugo M says:

    Estive lá este fim de semana passado. Devo dizer que o espaço está optimo, a fazer lembrar o antigo Via Rápida na fase mais alta, quando era frequentado por Jogadores de Futebol e top models, essas sim, as pessoas que fazem a noite mover. Pareceu-me ver o Hulk na pista do Vila, mas depois quando me aproximei, era só o segurança que era meio parecido. A musica essa era do melhor: Disco Sound, Love Generation, Celeda – the underground, Todos Gordos, Love will tear us apart (again), as melhores do Haunted Grafitty, podia ficar aqui até às 6h da manha a descrever. Sem duvidaum sitio para voltar a ir, de preferencia só com amigos/as.