10 Set 2013, 11:20

Texto de Mariana Correia Pinto

Corpo

A Kate Skateshop mudou de morada e agora é também uma galeria de arte

Na Rua de Santo Ildefonso, a Kate Skateshop inaugurou um espaço maior do que o anterior e que é também galeria de arte para novos talentos da cidade.

Na nova loja há 2 murais pintados pela Oficina Arara. Redacção

A ideia de abrir a “loja perfeita no sítio perfeito” andava na cabeça deles há algum tempo. Mas a mudança para o número 25 da Rua de Santo Ildefonso, no Porto, foi feita em fast-forward, quando foi conhecida a notícia de que o edifício onde a Kate Skateshop nasceu em 2006, no Largo de São Domingos, ia agora ser transformado num hotel.

A nova casa da Kate Skateshop, inaugurada no dia 1 de Setembro, é mais do que uma loja: é uma galeria de arte, montra para novos talentos da cidade. O espírito do espaço mantém-se inalterado — “100% skateshop”, define o dono do espaço, Nuno Sousa — mas quiseram acrescentar-lhe outras áreas que “sempre estiveram relacionadas com o skate”, como a arte, a street art e a música.

No piso -1 da Kate Skateshop vão aparecer periodicamente novos trabalhos de ilustradores, graffiters ou escultores e uma das montras da loja será também dedicada a novos talentos do Porto.

Para já, o ilustrador Laro Lagosta inaugurou o piso subterrâneo e a Oficina Arara, responsável pelo jornal Buraco, uma das montras que dá para a rua. No interior da loja — bem maior do que a anterior — estão ainda 2 murais pintados pela Oficina Arara, que tem na loja um espaço de revenda dos seus produtos.

“Organizamos coisas, não somos uma loja de porta aberta à espera que as pessoas entrem. Fazemos acontecer”, diz Nuno Sousa à Praça, como que a revelar o segredo de 7 anos de negócio.

No piso -1 há uma galeria de arte, que foi inaugurada por Laro Lagosta e que vai contar com novas exposições regularmente.

Neste espaço não entram apenas skaters. “Há um público que se identifica com isto, desde que goste da roupa e do calçado pode vir, não são só praticantes. Se fosse só para skaters provavelmente já tinha fechado”, admite Nuno Sousa.

A “pequena família” da Kate Skateshop — que patrocina também uma equipa, com 11 skaters actualmente — sente-se feliz ao perceber que “há cada vez mais gente a fazer skate”, mas lamenta que “a segunda maior cidade do país continue a não ter um skate park“. E ainda que uma pequena esperança se renove em tempo de eleições, Nuno Sousa já não se fia em promessas: “Só  acredito quando vir alguma coisa. Reuniões já fui a muitas, muitas promessas e até agora nada.”