20 Mar 2012, 19:35

Texto de Ana Isabel Pereira

Comes & Bebes

A cozinha de conforto de Inês

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Inês Diniz abriu em Janeiro o Inês do Aleixo, um restaurante de cozinha portuguesa, ”de conforto” e feita à base de uma lista muito curta de ingredientes.

Inês Diniz

O Inês do Aleixo abriu em Janeiro deste ano, na esconsa Rua de Miraflor, mas é provável que reconheça esta cozinha – portuguesa, tradicional, “de conforto” e feita à base de uma lista muito curta de ingredientes. É que a proprietária, Inês Diniz, esteve 10 anos numa casa de sucesso ali à beira, a Casa do Aleixo.

Inês, que tem 48 anos e nos últimos 3 esteve na cozinha do afamado restaurante de Campanhã, desentendeu-se com os familiares com quem geria o restaurante Casa Aleixo e transformou essa circunstância numa oportunidade.  “Algum dia a gente tem de voar”, disse à Praça.

Procurava um espaço seu “preferencialmente em Campanhã” e foi na Rua de Miraflor que foi encontrar a morada da antiga Adega Pacheco vazia. “Fomos falar com o senhor Pacheco e ele foi impecável. Para um espaço que estava fechado há cerca de 2 anos, isto estava limpo de mais”.

A chefe deu um “toque” ao espaço, visível nos painéis com fotografias do Porto e nos candeeiros, e foi só mudar-se. Ela e mais 7 pessoas da casa anterior. “Viemos 8. Uma dessas funcionárias trabalhava com a família há 37 anos e outra há 29”, conta.

A sua cozinha “é de conforto”, diz, e tem muito poucos ingredientes: “azeite, sal, cebola, alho, às vezes louro e vinho, mas muito pouco”.

A carta e e as surpresas

Conversamos com Inês Diniz a uma sexta-feira, atraídos por uma tal de bariganga, “um prato de aproveitamento” feito com carne do vazia, feijão frade e grelos. As expectativas eram altas, porque já tínhamos estado no Inês do Aleixo uns dias antes e provado – e aprovado – a espetada de camarão com lulas, os filetes de polvo – estavam tenrinhos e vinham com um arroz do mesmo fresco e soltinho –, e a vitela assada com batata e grelos.

Para além destes pratos, à carta, pode pedir filetes de pescada, lombo de porco assado e bife do vazio – e guarnições suplementares à parte.

Depois, há pratos exclusivos do almoço: rancho (segunda), tripas à moda do Porto (terça, sábado e domingo), cozido (quarta e domingo), bacalhau à Gomes de Sá (quinta), farinha de pau de pescada e a tal da bariganga (sexta). À excepção do cozido, que custa 17,5 euros, os outros pratos custam 11 euros (1/2 dose).

Raridades à mesa

Por encomenda, Inês faz lampreia à bordalesa, bacalhau assado no forno, arroz de frango e – tem permissão para babar o teclado do computador – barbelas de pescada, panadas ou na caldeirada.

“A barbela da pescada é uma parte de baixo da mandíbula da pescada. Faço-as panadas fritas ou em caldeira. É muito bom”, conta Inês Diniz.

“Compro a pescada fresca e sou eu que lhe tiro a barbela. Sirvo-as panadas como entrada”, acrescenta Inês.

Entre as sobremesas, destaque para o pudim, a aletria, as rabanadas e, em breve, diz Inês, para “doçaria tipo francesa” de uma jovem pasteleira que a chefe descobriu e com quem quer trabalhar assim que a casa ganhe dimensão. Os vinhos são de todo o país e compõem uma carta de 60 a 70 referências.

O preço médio por refeição/pessoa anda pelos “20 a 22 euros”.

  1. Rosa Maria Costa says:

    Inês desejo-te muita sorte para o teu futuro e se tiveres disponibilidade contata-me. Um dia destes vou experimentar… podes crer… Abraço!

  2. Fernando B says:

    Inês,
    Felicidades para si, para a sua ” sala e cozinha”.
    Vamos passar aí, mas tem de ter além do que se fala em cima… aletria, não falhar! Vamos aparecer logo que possivel,
    Irmãos Barreto

  3. Ana Maria says:

    Claro que depois de te encontrar e saber das coisas boas que tens aí, não fazer a minha aparição . Que saudades Né